John Bull dispara sobre os portugueses e reclama a posse de África (desenho de Bordalo Pinheiro, 1890)
Em 11 de Janeiro de 1890, o Ultimatum inglês (1), na forma de Memorando, impõe-nos desistirmos, a favor da Inglaterra, do território africano entre Angola e Moçambique.
Em 11 de Janeiro de 1890, o Ultimatum inglês (1), na forma de Memorando, impõe-nos desistirmos, a favor da Inglaterra, do território africano entre Angola e Moçambique.
Obviamente, aceitamos –e
revelamo-nos um país de tuta e meia, decadente, e sem voz no capítulo
internacional.
É no Porto que se cria
a Liga Patriótica do Norte (2), disposta
a denunciar o regime doente e o atraso cultural do país.
Cultural ou político?
As duas coisas –porque a
política depende da Cultura do povo.
Antero de Quental adere à Liga e escreve estas palavras proféticas e irrealizadas, até hoje -de urgente concretização:
“[é indispensável] um plano de emancipação económica, de
restauração das forças produtoras, do levantamento do nível intelectual e de
garantia e defesa da integridade nacional, plano de ordem, justiça e moralidade
sociais, que significaria, ao mesmo tempo, a emenda dos passados erros e a
esperança de um futuro em que Portugal retomasse entre as nações civilizadas um
lugar digno das suas nobres tradições.” (citado por João Gaspar Simões in Antero de Quental, Editorial Presença,
Lisboa, 1962)
Aqui te deixo as palavras de Antero -e que
medites nelas e no trágico que é repetirem-se incompetências, má fé e decadência
nacional.
(1) http://pt.wikipedia.org/wiki/Ultimato_brit%C3%A2nico_de_1890
(2) http://www.infopedia.pt/$liga-patriotica-do-norte
(1) http://pt.wikipedia.org/wiki/Ultimato_brit%C3%A2nico_de_1890
(2) http://www.infopedia.pt/$liga-patriotica-do-norte






