O calor de Agosto pede
repouso e as viagens dentro de nós.
Retomei mais uma obra
do grande Isaac Bashevis Singer, Gimple o
Idiota (Gimple L’Idiota, Longanesi
& Cia, Milão, 1979) e deparei, ao abrir, com um admirável ensaio de Henry
Miller, em que este faz o elogio apaixonado do grande escritor, judeu
perseguido e exilado.
Na primeira linha,
Miller cita estas palavras de Singer, hino ao milagre de arrancar a vida à
morte e de a perpetuar, dentro de nós e naquilo que se deixa escrito.
Ora leiam:
“Feliz
é o homem que pode reencontrar-se através de quanto foi criado.”
Página do The New Yorker, Agosto de 2000, com "Duas Histórias", de Isaac Bashevis Singer