quarta-feira, 19 de agosto de 2015

O coração de um povo




E a ler e reler Mestre Aquilino, topo estas palavras maravilhosas, sangue da nossa alma, quando a língua portuguesa se perde, se prostitui…

“…a folha verde, arquejo de vida…”


in UM ESCRITOR CONFESSA-SE seguido de LANCES DA MINHA VIDA,  Bertrand Editora, Lisboa, 2008

 

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Da vida recuperada






“PIERROT

As palavras mais repetidas podem tornar-se novas. Toda a gente as diz, quase ninguém as sente.

COLUMBINA
Ninguém! Só tu!

PIERROT
Sou poeta, Columbina. Descubro a virgindade das coisas gastas.”

José Régio in Três Máscaras, fantasia fantástica, “Três Peças Em Um Acto”, Portugália Editora, Lisboa, 1957

domingo, 9 de agosto de 2015

INTERRUPÇÃO XV: A VOZ QUE NOS ENRIQUECE

O isolamento nunca é total; ou melhor: no isolamento procuramos a companhia dos que nada perguntam e tudo oferecem. É o caso dos compositores que nos acompanham e dos livros que levamos connosco.

Ora acontece que, neste canto, longe da multidão que enlouquece, Isaac Bashevis Singer, de par com Vivaldi, tem sido o meu companheiro preferido.

Tanto me apaixonou o seu romance Inimigos, uma história de amor, que sinto o dever de o sugerir.


Aqui vos deixo três edições, a portuguesa editada no Brasil (tradução portuguesa não a encontrei por cá…).








terça-feira, 4 de agosto de 2015

INTERRUPÇÃO XX: É O TEMPO DELES...



Em fuga à onda fedorenta e imbecil -a vaga do turismo-, refugiado algures na cova de um lobo que emigrou, oiço a voz que consola, escrita deixada por homem de mérito:   

“…o turista, uma das vias modernas para a ilusão de existir.”
(Claude Roy in Chemins Croisés 1994-1995, Gallimard, Paris, 1997)


E volta-me, em versão actualizada, a pobre gente de Dostoievsky.  

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Interrupção XVIII: Henry Miller e Isaac Bashevis Singer



O calor de Agosto pede repouso e as viagens dentro de nós.

Retomei mais uma obra do grande Isaac Bashevis Singer, Gimple o Idiota (Gimple L’Idiota, Longanesi & Cia, Milão, 1979) e deparei, ao abrir, com um admirável ensaio de Henry Miller, em que este faz o elogio apaixonado do grande escritor, judeu perseguido e exilado.

Na primeira linha, Miller cita estas palavras de Singer, hino ao milagre de arrancar a vida à morte e de a perpetuar, dentro de nós e naquilo que se deixa escrito.

Ora leiam:

“Feliz é o homem que pode reencontrar-se através de quanto foi criado.”   





Página do The New Yorker, Agosto de 2000, com "Duas Histórias", de Isaac Bashevis Singer

sábado, 1 de agosto de 2015

Peço desculpa de interromper o silêncio...

EM FÉRIAS, LÊ UMA OBRA PRIMA DA LITERATURA PORTUGUESA:

O BARÃO, de BRANQUINHO DA FONSECA


Ilustração d'O Barão, por Júlio Pomar