Raúl Brandão (1867-1930)
Agora, em pleno verão, que nunca me agradou, a fugir-lhe e a esquecê-lo, fui buscar, à estante, Raúl Brandão.
Eu sei, poucos o lêem. É uma pena: perdem a genialidade de um
escritor português.
Ao calha, topei estas palavras, que trazem o drama de Sísifo:
a luta contra quanto destrói o nosso sonho: a vida com sentido.
Aqui vo-las deixo:
“Quanto alta noite, na
cidade toda negra, vejo uma janela que ainda luz, me digo: Tu, quem és, tece,
tece, inda que tudo é vão, se quebrem os fios e nada te reste por fim: tece,
inda que na engrenagem te vão ao certo pedaços de coração, de nervos e de alma…”


Húmus de Raul Brandão é um dos meus livros de eleição. Tenho quase todos os livros deste
ResponderEliminarexcelente escritor. Ainda bem que aqui o
recordou. Obrigada.
Eu só neste fim de semana me dei conta que nasceu no Porto, vi-lhe claramente vista a homenagem. Mas tive a sorte de aos 14 ou 15 anos ler "Os pescadores" e "Húmus".
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