Paul Léautaud e os seus gatos
Paul Léautaud (1872-1956) personagem singular e complexo,
deixou um Diário com mais de 19
volumes publicados até 1980. Enquanto descanso do meu trabalho no romance em
cuja fábrica me isolei, ao folhear o originalíssimo escritor, deparo com este
apontamento:
“Não inventamos
perfeitamente senão retomando aquilo que levamos connosco”.
E não se enganava…


Ou seja, nada se inventa e tudo se retoma. Dito de outra forma, a invenção mais perfeita enraíza no vivido. Haia um manual de filosofia cujo título era, "Do vivido ao pensado". É um caminho similar ainda que noutro ângulo.
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