Nomeando Passos Coelho
e, consequentemente, a chamada “Coligação”, para o governo do país, Cavaco, com
evidente rancor e espuma de raiva, impede a real maioria, de exercer as funções
que, obviamente e por escolha do eleitorado, lhes competem na Assembleia da
República: o Partido Socialista, o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista.
Isto é: nomeia
1ºministro o cabeça de uma coligação em minoria e afasta do poder uma coligação
em maioria.
Cavaco não seguiu a
Constituição e muito menos o bom senso: obedeceu ao ódio a quanto se situe à
esquerda do "seu" neo-liberalismo caduco.
Cavaco enche o papo e
canta de galo…
…e a mudança -inevitável-
da política de governo adia-se -atrasa-se.
Cavaco faz renda nas
costas já estafadas do povo português.
Cavaco aproveita o minguado
poder que lhe resta para retardar a vida dos portugueses que já tantas injustiças
sofreram: não encontram trabalho, não conseguem sustentar-se a si e muito menos à
família, e vêem-se obrigados a emigrar.
Cavaco, que tem os dias de presidente (felizmente já poucos) contados, “jogou à bisca” com os portugueses,
com cartas falsas.
O pior Presidente que a
República Portuguesa teve, desde 1910, deixa atrás de si uma péssima imagem,
ainda mais medíocre e repulsiva do que se esperava.
(E não digo “imagem de
triste figura” porque não quero ofender o Quixote de Cervantes.)
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