António Lopes Cardoso, "a cara lavada do 25 de Abril", Artur Portela escreveu
“…a insidiosa campanha contra as instituições democráticas que vai encontrando terreno fértil numa sociedade em crise, em crise social, de esperança de valores, estão aí. Basta olharmos à nossa volta para disso nos darmos conta. Não é o momento, se é que alguma vez pode ser o momento, de cruzarmos os braços. Os tempos que vivemos não são os de 1975, mas os valores e princípios que então nos serviram de norte não mudaram e são esses mesmos valores e princípios que exigem a procura de novos caminhos. Para nós, a busca desses caminhos, que não será nunca alibi para se ignorarem os problemas imediatos, do imediato quotidiano, continua a ser a matriz da nossa identidade de democratas e socialistas. Para com Portugal, para com os portugueses, para com as mulheres, para com os homens, onde quer que estejam, onde quer que vivam, o nosso compromisso resta o de sempre: a construção de um mundo mais livre, mais fraterno, mais solidário.”
Excerto de intervenção
de António Lopes Cardoso, publicado no Diário
da Assembleia da República, nº 92 de 24 de Junho de 1995

Incrível, como são palavras intemporais. Ajustam-se aos nossos dias. Afinal, o que evoluímos?
ResponderEliminarBeijinho.
Poderiam ser palavras de hoje, na verdade!
ResponderEliminarUm beijinho e desejo-lhe um bom domingo:)
Ana: evoluímos, sim: podemos lutar por essas palavras e temos a consciência de ser um dever!
ResponderEliminarIsabel, E são! E vamaos honrá-las, no dia 4 de Outubro!
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