O realizador do filme, Amos Gitaï
Le Monde publicou, com a data de 10 do corrente mês, uma importante
entrevista com o realizador israelita Amos Gitaï, a propósito do seu filme Rabin, the Last Day.
O filme estreará no Monde Festival, dia 25 do corrente mês,
em Paris, no cinema Gaumont.
O assunto é o assassinato de
Yitzhak Rabin, em Telavive, há 20 anos.
Da referida entrevista, retiro
esta frase de Amos Gitaï, que me parece significativa e oportuna, em tempo de dogmatismos.
Entrevistador: “Numerosos actores israelitas famosos surgem no seu filme, como se tivessem querido
participar”
Amos Gitaï: “É verdade. Mesmo se alguns, no fundo, hajam entrado em desacordo
comigo, divergências que ultrapassámos, durante a realização do filme. Fazia
questão nessa diversidade de pontos de vista. Detesto a uniformidade, seja
política ou ideológica. A Arte deve estabelecer um diálogo com a sociedade. Um
diálogo não apenas político mas também estético.”


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