Galileu e a polícia eclesiástica
Jean Grenier*** escreveu o ensaio de que citamos uma passagem ainda hoje actualíssima.
Jean Grenier*** escreveu o ensaio de que citamos uma passagem ainda hoje actualíssima.
Nesses anos -e 1938 é a
luz vermelha que se acende e alerta para a grande catástrofe e o monstruoso holocausto-, “espírito
de ortodoxia” transformara-se em “culto do dogmatismo”: o fascismo, o nazismo,
o comunismo estalinista, o catolicismo trentista (firme na linha do dogmático
Concílio de Trento).
Hoje, à ortodoxia
substitui-se o fanatismo; mas a ela também se substituiu a indiferença moral.
O que se passa, hoje, aqui -e alastra pela Europa- ilustra-o.
O que se passa, hoje, aqui -e alastra pela Europa- ilustra-o.
Infelizmente essa amoralidade arrastou consigo a indiferença, o egoísmo, a injustiça social.
Não pensar é um crime:
de facto quem não pensa não existe. No entanto, ninguém pensa sem o
desenvolvimento da Cultura -de uma Cultura livre, de uma Investigação livre; de
um pensamento livre. Tudo isso em movimento permanente e… livre.
“Nada
é mais natural e legitimo do que ser católico ou revolucionário; nada é mais
contestável do que querer submeter todo o saber humano à justificação da sua
fé. Aliás, nada é mais perigoso: a causa da ruína de uma crença não assenta nos
seus agregados científicos e temporais? Por exemplo: poucas coisas fizeram
tanto mal à Igreja do que a condenação de Galileu.”
in Essai sur l’esprit
d’ortodoxie, Gallimard, 1938
***http://en.wikipedia.org/wiki/Jean_Grenier

Defendamos a liberdade de espírito.
ResponderEliminarBeijinho.