Anton Tchekhov
Tchekhov e Tolstoi na casa deste, em Yasnaia Poliana
Tchekhov na sua casa de Kutchuk-Kói
Tchekhov e Maxim Gorki
Estas linhas tiradas de uma narrativa, quase uma long-short story, com 118 anos em cima, adaptam-se, completa e perfeitamente, à tragédia dos nossos dias. No entanto, uma ressalva: hoje -e aqui especialmente- não assistimos ao “desenvolvimento progressivo das ideias humanitárias”; assistimos ao contrário: à destruição do humanismo. Muito demora o homem a impor aquilo que lhe é devido e muito muitas as dificuldades “que tem um reino velho [Portugal] para emendar-se (Ribeiro Sanches)!…
Tchekhov e Tolstoi na casa deste, em Yasnaia Poliana
Tchekhov na sua casa de Kutchuk-Kói
Tchekhov e Maxim Gorki
Estas linhas tiradas de uma narrativa, quase uma long-short story, com 118 anos em cima, adaptam-se, completa e perfeitamente, à tragédia dos nossos dias. No entanto, uma ressalva: hoje -e aqui especialmente- não assistimos ao “desenvolvimento progressivo das ideias humanitárias”; assistimos ao contrário: à destruição do humanismo. Muito demora o homem a impor aquilo que lhe é devido e muito muitas as dificuldades “que tem um reino velho [Portugal] para emendar-se (Ribeiro Sanches)!…
“Verifica-se, paralelamente ao desenvolvimento progressivo
das ideias humanitárias, um desenvolvimento crescente de ideias de outra ordem.
A servidão já não existe; em contrapartida o capitalismo desenvolve-se. E, em
plena expansão das ideias emancipadoras (…), a maioria alimenta, veste e
defende a minoria, continuando ela, maioria, esfomeada, sem roupa e sem
defesas. Esta ordem de coisas acomoda-se muito bem a qualquer tendência ou
corrente porque a arte da escravização desenvolve-se ao mesmo tempo. Já não chicoteamos
os nossos criados mas escondemos a servidão de maneira refinada e sabemos
encontrar, para ela, caso a caso, uma justificação.”
Anton Tchekhov in A
minha vida, narrativa escrita e publicada em 1896




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