sábado, 24 de outubro de 2009

A nossa generosidade e as nossas ajudas à África que destruímos e que se vai destruindo...

El Roto, in El Pais, 24/10/09



"-O dinheiro tem as suas exigências, envia-lo para África mas acabará por ir parar à Suiça..."

Os dias da Terra...


sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Os bancos têm fome!

...os bancos, mal habituados e com medo da crise, protestam e gritam que têm fome de dinheiro... haverá quem lhes dê ouvidos? se calhar, haverá...







...pedem só esmola ou também a isenção do IRS?...





No Público de hoje:

"Bancos querem ser pagos pelos impostos que cobram em nome do Estado

Na habitual carta que envia todos os anos ao governo antes da elaboração do Orçamento do Estado, a Associação Portuguesa de Bancos (APB) já enviou a sua lista de sugestões para o Orçamento de 2010. Este ano, na lista de pedidos apresentados, a APB reclama para os bancos o pagamento de uma contribuição em troca dos impostos que o sector liquida e cobra em nome do Estado."

Nesta desvergonhada corrida ao dinheiro, é de admirar que os Bancos não cobrem impostos aos pedintes, por conta do Estado ou por conta própria...

...é de admirar que o Estado ainda não tenha alargado o pagamento do IRS aos pedintes...

E ainda não alargou? O que serão 95% dos portugueses, no activo e na reforma, senão pedintes... que pagam IRS e muitas coisas mais?


Aviso à navegação... se ainda houver navegação cultural...






Em Dezembro próximo, dia 22, passam 40 anos sobre a morte de José Régio.
Espero que o lembrem, nas revistas e suplementos de artes e letras.


Ele foi e é um dos maiores escritores de Literatura Portuguesa.


Espero que o lembrem, nas Escolas Secundárias..., apesar do misérrimo plano de leitura, que distribuiram às professoras e professores (que não têm culpa disso)...


É mais do que uma obrigação: é a homenagem devida ao genial -e o maior, desde 1900...- poeta, romancista, dramaturgo e ensaísta de língua portuguesa.

O Vaticano a Igreja Anglicana e o celibato de alguns padres... mas o que quer realmente Bento XVI?






...bandeira do Estado do Vaticano





Le Vatican tend la main aux anglicans critiques de l'évolution de leur Eglise

par Stéphanie Le Bars


Présentée lors d'une conférence de presse convoquée, contrairement aux habitudes, à la dernière minute, la nouvelle a pris tout le monde de court. Le Vatican a annoncé, mardi 20 octobre, son intention de mettre en place une "structure canonique" destinée à accueillir dans l'Eglise catholique les fidèles et religieux anglicans *** en rupture avec leur Eglise, notamment sur les questions de morale sexuelle et sur la présence de femmes prêtres et évêques.

Ce geste de Rome, inédit par sa forme et l'ampleur des personnes qu'il pourrait concerner - des dizaines d'évêques, des centaines de prêtres et des milliers de laïcs - poursuit plusieurs objectifs. Il s'agit en premier lieu de répondre "aux nombreuses demandes effectuées auprès du Saint-Siège de groupes de religieux et de fidèles anglicans provenant de diverses parties du monde qui veulent entrer en pleine et visible communion" avec l'Eglise catholique, ainsi que l'a expliqué le cardinal William Joseph Levada, préfet pour la Congrégation de la doctrine de la foi.

Le texte - une "constitution apostolique" signée de Benoît XVI - fixant les conditions de cet accueil sera publié dans les prochaines semaines, mais il apparaît d'ores et déjà que les anciens anglicans seront regroupés dans des diocèses spécifiques, "ordinariats personnels" du pape.

"Une liturgie spéciale"

Les prêtres et séminaristes anglicans, même mariés, pourront être ordonnés prêtres catholiques, rejoignant dans ce statut particulier leurs confrères qui ont déjà effectué cette démarche à titre individuel. Mais il ne s'agit en aucun cas d'une brèche dans le célibat des prêtres catholiques. Les évêques, eux, devront être célibataires s'ils veulent conserver leur charge. Les anglicans préserveront aussi des "éléments de leur patrimoine spécifique spirituel et religieux", notamment "une liturgie spéciale", a précisé Mgr Levada.

Cette main tendue devrait concerner en priorité les quelque 400 000 anglicans regroupés au sein de la Traditional Anglican Communion qui, depuis 1991, ont pris leurs distances avec l'Eglise mère, notamment sur les ordinations de femmes. En 2007, ils avaient officiellement demandé leur rattachement à Rome.




A terme, cette nouvelle structure pourrait aussi accueillir une partie de la frange conservatrice de l'anglicanisme, en rupture avec ses orientations libérales, sur l'ordination des femmes et des homosexuels et les mariages entre personnes du même sexe.

Mais cette décision du pape poursuit, indirectement, un autre but. Le retour dans le giron catholique de milliers d'anglicans ne mettra certes pas fin au schisme intervenu en 1534. Toutefois, ce mouvement adresse un signal évident aux autres schismatiques que sont les intégristes lefebvristes, avec qui le Vatican débute, lundi 26 octobre, des discussions doctrinales en vue de leur éventuelle réintégration dans l'Eglise romaine. En dépit de l'intransigeance affichée par leurs responsables, la structure envisagée pour les anglicans pourrait servir de modèle à certains fidèles lefebvristes désireux de rallier Rome.

Au-delà de cet effet collatéral, l'annonce vaticane soulève des interrogations. Malgré la réaction officiellement conciliante de l'archevêque de Cantorbéry, Rowan Williams, le départ de milliers d'anglicans pourrait fragiliser davantage cette Eglise de 77 millions de personnes, au bord de l'éclatement depuis plusieurs années. Elle pose aussi des questions sur la nature du dialogue oecuménique tel qu'envisagé par Rome. Enfin, elle souligne la tendance du pontificat actuel à renforcer "l'unité de l'Eglise" avec les troupes chrétiennes les plus traditionalistes.


***em cima, imagem da Catedral de Canterbury, Londres


Transcrito, com a devida vénia, de Le Monde, 22/10/09

O dia de hoje: é com os pés assentes na realidade que se anda para a frente...


...é aqui que se irá lutar contra a 'suspensão da democracia'...


É um governo escolhido por José Sócrates.

É um governo que junta pessoas dispostas a colaborarem com Sócrates na realização do seu programa político.

Das suas convicções políticas.

Já aqui o escrevi: José Sócrates tem uma ideia e tenciona lutar por ela.

E acredita, firmemente, nessa ideia.

Ou conseguirá realizá-la ou não conseguirá realizá-la.

Desde o primeiro momento, Sócrates não se mostrou disposto a negociá-la, para lá do limite que considere aceitável.

Para além do ponto em que, negociações e cedências contrariem as suas convicções.

O governo escolhido por José Sócrates corresponde à personalidade de José Sócrates.

É uma escolha coerente.

E a verdade é que votaram em Sócrates o número suficiente de portugueses para que ele tenha sido, legitimamente, convidado a formar governo.

Vamos ver como ele governará.

Em diálogo? Necessariamente em diálogo...

...entre outras desejáveis razões, porque não tem outro remédio.

Mas... que dialogadores encontrará?

Porque, se José Sócrates tem -dá mostras de ter- uma personalidade autoritária, a verdade é que eu não sei o seguinte:

no PS, nos dias em que Sócrates preparou o novo governo, quantos não dificultaram ou impossibilitaram o diálogo porque esperam a queda de Sócrates e a chegada da sua hora, oportunidade (deles, dificultadores ou impossibilitadores)?

Tal qual não sei como irá apresentar-se ao debate o CDS em ascendência e o PSD em esfarelamento,

tal qual não sei como se apresentará ao debate o BE e o PCP...

A crise está aí e para durar. Uma política de esquerda -à esquerda do actual PS- que privilegiasse uma espécie de tese catastrófica... seria uma catástrofe...

E corríamos o risco de acordar nas mãos de ultramontanos e cavaquistas, nas mãos dos que serviriam os interesses da minoria plutocrata e cavariam mais ainda o fosso que esta crise (provocada pela plutocracia selvagem) cavou.

Se eu concordo com as ideias de José Sócrates?

Não, em muitíssimos aspectos não concordo. Mas isso é outra conversa.

O que conta é o dia de hoje..., para que possa haver um dia de amanhã em que um futuro justo e digno para o homem, a solidariedade social, a igualdade, a fraternidade e a liberdade estejam mais perto de se concretizarem.

Os dias da Terra...