sexta-feira, 5 de março de 2010

A arte da tauromaquia: Madrid apoia a nossa ministra cultural...

Ramón, in El Pais, 05/03/2010

"-Que preferes, Arte ou Cultura?



"El anuncio del vicepresidente de la Comunidad, Ignacio González, de que la fiesta de los toros va a ser un Bien de Interés Cultural en la región agitó ayer aún más las aguas en la que nadan taurinos y antitaurinos, ya revueltas por las comparecencias que están teniendo lugar en el Parlamento de Cataluña sobre el tema a propósito de la iniciativa legislativa popular que pretende la abolición de la fiesta en esa comunidad."


in El Pais, 05/03/2010

Excepcionalmente...: só indo à bruxa... ou só recusando fazer de parvo...




'Portugal está tão desigual agora como em meados dos anos 90. Nas últimas décadas, o país ficou mais rico, mas nem todos puderam beneficiar da melhoria das condições de igual forma. E o problema não é os pobres estarem mais pobres, mas os ricos estarem ainda mais ricos, trocando as voltas às tentativas de criar uma sociedade inclusiva e agravando-se o fosso entre uns e outros.'


in Público, 05/03/2010


Eis uma situação TÃO ESQUISITA que nem a Maga Patalógica conseguiria explicar...


Ou será que o dinheiro do nosso amargurado país não circula: avança em sentido único? E os do outro sentido que gramem a pobreza em que vivem... há dezenas (centenas) de anos...


Será?

Excepcionalmente... e no rescaldo das bujardas 'secretariais' de ontem: um artigo com coisas verdadeiras dentro...

...o funcionário público e os dias contados...



Uma greve defensiva

por Medeiros Ferreira



Ontem foi dia de greve geral da Função Pública. O nome pode levar ao engano. A Função Pública está a defender-se, não está na ofensiva. Os seus efectivos, e os seus salários, estão estagnados. Há dez anos o Estado liberal queria despedir milhares de funcionários para libertar mão-de-obra relativamente qualificada para a fornecer ao sector privado, pouco disposto a perder tempo com formações. Está no programa do governo Durão Barroso. Como quase tudo o que vinha naquele programa, metade ficou no tinteiro.



Depois tornou-se imperioso cortar na despesa primária e os olhares voltaram-se de novo para a Função Pública, tida por gigantona e despesista. Levantou-se um clamor generalizado contra os funcionários. Neste caso ninguém fez comparações com os países de eleição. Os escandinavos têm o triplo de efectivos. Portugal está muito abaixo da média europeia. Tudo em percentagem da população. *****



Que interessa? Sempre que há fogo de contenção atira-se para cima da barricada dos amanuenses, fora em alguns anos eleitorais. Há milhares de burocratas da OCDE, do FMI e de Bruxelas que só sabem propor cortes nos salários dos trabalhadores do Estado. Muitos deviam ser enviados para os seus países de origem. Para aprenderem a saber cortar noutras rubricas orçamentais.


*****o sublinhado é meu


transcrito, com a devida vénia, de Correio da Manhã, 05/03/2010

quinta-feira, 4 de março de 2010

É preciso ter lata! Lamentar-se, lamenta-se quem chega ao fim do mês quando ele vai a meio e acorda teso!

...funcionária pública em busca da reforma antecipada...



Mesmo à distância não posso conter a repulsa perante hipocrisia, cinismo com raízes vergonhosas: as frases que nascem no desrespeito pelos direitos consagrados na Constituição; eis o lamento de um bem instalado funcionário do governo, acerca do protesto, da pecaminosa greve do mal pago, desgraçado e chupadinho até ao osso funcionário público:

"Secretário de Estado da Administração Pública lamenta transtornos para cidadãos e país provocados pela greve"

Ao que chegou o descaramento, a desmocracia, a pesporrência!

O cidadão lamenta é ver-se mais do que à rasca: ver-se à rasquíssima!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Excepcionalmente... a beleza...

'Penélope ao tear e os seus pretendentes', óleo de Bernardino di Betto, Pinturicchio (1454-1513)...




A National Gallery, em Londres, é lugar sagrado. Reencontro os Mestres do renascimento italiano: a fabulosa luminosidade; a elegância; a perfeição dos corpos e dos rostos...


Quis partilhar esta obra-prima de Pinturicchio: Penélope, o tear, os pretendentes, Ulisses e o canto das sereias...


Um toque de beleza, a abrir o dia.

Preparando mais um debate sobre o 'acordo ortográfico'...

...do cérebro da galinha sairá a ortografia moderna...

terça-feira, 2 de março de 2010

Excepcionalmente..., de Londres, por causa de uma abencerragem a que chamam acordo ortográfico...







João Pedro Graça, certamente, um homem inteligente e culto, fez sua a revolta de todos aqueles que têm alguns dedos de testa: quer impedir um objecto esquisito, obra de galinhas ditas universitárias, que andam, há mais de duas décadas, a dar cabo da Literatura em Portugal: o famigerado "acordo ortográfico" (não merece maíusculas... se calhar nem minúsculas... mas, que remédio, o aleijão está para ser parido... e toca a metê-lo em cova funda!)...

assinarei todas as petições contra as galináceas tontas e o aborto que nos querem atirar para as mãos!
Vai de retro galinhola!
Aqui, em Londres, reparo que os ingleses nunca deram aquilo que constitui a sua (deles) identidade -escrevam nos USA ou no Canadá ou na Austrália ou na Nova-Zelândia como entenderem -mas o que é meu é meu e não quero ensinar aos meus filhos (e netos: tenho idade para isso, não queria confesssar mas cresci) o capilé linguístico.

TODOS A ASSINAREM E A RECUSAREM PERDER A ALMA! O ACORDO ORTOGRÁFICO: O QUE VIER É MISÉRIA

Portugal é um país milenário, tem Camões, Camilo, António Nobre, Régio... Afonso Duarte... tem Irene Lisboa... o Manuel da Fonseca (não me peçam para estar updated... me ne frego!, falta aqui a Agustina, o Helder...),

E agora, agachamo-nos? Abrimos as pernas? Prostituimo-nos?

Pobres dos nossos filhos (e netos, que não tenho mas poderia ter e até nem me apetece ter que isso de avô é com bengala), a quem as baratas tontas das nossas Faculdades (onde se amanham tantos imbecis!), as tais e os idiotas querem roubar a língua.
Há semanas, numa das minhas fugas com Lorenza e Andrea (e a menina alentejana que é a minha vida... há... não digo, mas desde os 14 anos dela), em Marvão, ouvi o seguinte:
"Tomo este chá para desfazer a comida"

"ele era uma pessoa transparente."
A língua pura.

Nada tenho contra o Brasil -um das primeiras mulheres maravilhosas que conheci foi uma linda menina de Santos, Teresinha de Almeida, que me ajudou, em Paris, a compreender, eu que vinha do país dos tristes, o nosso, onde não havia nada senão medo,

que havia outras coisas, a sua amizade, tão bonita e perdida, " a vida meteu-se ao meio e o que havia de vir veio", já nem sei se está viva... Vinicius é meu irmão, Elis Regina ou Garrincha (olha logo os dois!) são irmãos; África é a minha África, o meu amor; e, no Oriente, no sítio onde o português perdeu as calças, lá estará a alminha que ainda fala português;
um dia, em Interlaken, na Suiça do cuco, subi lá acima -e lá estava o português, humano e delicado...

E é isso que querem destruir?

Bem..., sabemos que o doutor Assis, de Boliqueime, já escolheu outra língua: diz, por exemplo, façarei... mais o que não gravaram...

E um pobre homem da Guarda, como eu, está disposto a ir buscar uma bengala (camiliana...).

Basta de filhos da imbecilidade e de quem os ensinou a não serem gente!

É o dinheiro que conta - e todas as palavras servem.

Dizem os italianos: invece no.

O que conta és tu: que me estás a ler.