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sábado, 10 de outubro de 2009

O dia de hoje: é da Utopia que nasce a Justiça... sim, é pelo Sonho que vamos!

...I had a dream..., anunciou Martin Luther King e quando o assassinaram não conseguiram matar o sonho...



Houve quem percebesse a importância da atribuição do Prémio Nobel da Paz a Barack Obama, um homem de origem africana!

Parabéns Falcão de Jade, que quiseste virar negro! Parabéns, boa Austeriana! Parabéns amigo Eduardo! Obrigado por estarem felizes com a vitória de Obama!

E fico, também, muito contente por ver um homem de origem africana receber um prémio tão importante.

Porquê?

Porque foi o homem branco, o europeu, o ocidental, quem destruiu África; quem a reduziu às condições trágicas em que está; quem continua a explorá-la e a empurrá-la para o abismo.

Sabem, por exemplo, que grandes potências europeias e a própria China, compram vastíssimos espaços, em África, para cultivarem e explorarem, porque as terras que têm já não chegam, e as compram, também, porque as podem cultivar recorrendo a mão de obra vergonhosamente baratísssima, a de quem lá vive, dos donos das terras
?!

E fico contente porque a onda de racismo cresce a olhos vistos.
Basta olhar para o drama dos imigrantes (africanos, árabes, indianos... de todo o terceiro, quarto mundo) e o que eles sofrem nos países a que conseguem chegar, depois de deixarem pelo caminho milhares e milhares de mortos.

Mas voltemos a Barack Obama: distinguiram um homem excepcional que se vê em palpos de aranha para vencer os neo-cons, os neo-conservadores americanos e impor uma sociedade mais justa, lembre-se o problema do sistema de saúde dos USA e os nomes que lhe têm chamado os privatizistas, que, lá como cá e em toda a parte, enriquecem á custa das doenças dos outros; que luta por impedir que os fundamentalistas do tempo do paleolítico reponham o feudalismo desumano, no Afeganistão; que luta por resolver a sarilhada sangrenta que Bush montou, no Iraque; que luta pela criação de um estado palestino democrático, ao lado do estado de Israel e porque eles se desentendam menos...

Eu sei que custa muito ver uma camisa nova no corpo do vizinho... é velha raiva portuguesa... É a pelintrice humana, comum a todos os países e lugares...

Olhem, eu fico contente quando vejo alguém com uma camisa lavada porque receio ver o vizinho desroupado, esfarrapado, com esta crise que dizem que acabou e depois que vai acabar e depois que ainda não acabou...

Se repararem, até contra ela Obama luta –contra os plutocratas do seu país e do mundo.

Sim, meu caro Eduardo Madureira, o Martin Luther King, um precursor que pagou com a vida aquilo cuja morte os gatos pingados do neoliberalismo apregoam -a Ideologia, a Utopia-, que se sacrificou pelo Ideal, Martin Luther King, outro Prémio Nobel da Paz, em 1964, há 35 anos, ficaria muito contente.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Em Espanha o caso das escutas que por cá não se sabe ainda se alguém escutou foi ouvido assim...

...será verdade que alguém ouviu e quem é que ouviu quem ouviu?...



Un escándalo debilita las opciones de la candidata conservadora portuguesa
por Fancesc Relea


La oposición conservadora está aturdida. Los socialistas (en el Gobierno) contienen la euforia. En la recta final, la campaña portuguesa ha dado un giro que puede sentenciar las elecciones legislativas del domingo a favor del primer ministro y candidato socialista, José Sócrates, y en contra de la aspirante conservadora, Manuela Ferreira Leite. Un presunto escándalo de espionaje, que inicialmente tenía mala pinta para el jefe de Gobierno, se ha convertido en su tabla de salvación a causa de un grave traspié de uno de los principales asesores del presidente de la República, Aníbal Cavaco Silva. El único damnificado, de momento, se llama Fernando Lima, colaborador del jefe del Estado desde hace 24 años y su actual jefe de prensa, que fue destituido de manera fulminante el lunes.






El caso compromete al propio Cavaco, deja malparada a la candidata Ferreira Leite -ambos del Partido Social Demócrata (PSD), en la oposición de centroderecha-, y abre numerosos interrogantes sobre la relación entre poder y prensa. Porque entre los ingredientes de esta historia destaca el diario Público, que sacó a la luz el supuesto caso de espionaje. La historia se remonta al 18 de agosto pasado cuando Público tituló en portada: "La Presidencia sospecha estar vigilada por el Gobierno". La supuesta noticia, que tuvo seguimiento al día siguiente, señalaba que desde la oficina del primer ministro se espiaba al presidente de la República, y se citaba el nombre de Rui Paulo Figueiredo, asesor jurídico de Sócrates, como implicado.






La versión del periódico señalaba que dicho consejero fue incluido de manera irregular en la comitiva del presidente Cavaco, en un viaje oficial a Madeira en abril de 2008, durante el cual habría mantenido una actitud que despertó sospechas entre los miembros del entorno presidencial. La noticia daba a entender claramente que el primer ministro espiaba al presidente. Pasadas las vacaciones, la noticia tomó nuevos bríos cuando Diario de Noticias publicó el viernes pasado que la "fuente anónima" de aquella grave acusación era Fernando Lima, hombre de máxima confianza del presidente, quien se habría reunido con un periodista de Público para tramar la historia del espionaje. El mismo día, Cavaco ni confirmó ni desmintió la noticia, dijo que hablaría después de las elecciones, y anunció, para sorpresa general, que ordenaría investigar lo que llamó "cuestiones de seguridad". Los dos últimos domingos, el defensor del lector de Público, Joaquim Vieira, fue sumamente crítico con la actuación del diario y de su director, hasta el punto de preguntarse si el periódico, su periódico, tiene "una agenda política oculta". El lunes, se producía el bombazo: Fernando Lima, el fiel escudero de Cavaco, era destituido.






El asunto no está cerrado ni mucho menos. La opinión mayoritaria es que el presidente tardó en reaccionar y debe una explicación al país, porque ahora las sospechas recaen sobre el jefe del Estado. La cohabitación entre el primer ministro y el presidente, de signo político contrario, no ha sido fácil en los últimos tres años. La distancia entre ambos es considerable. Prueba de ello es que en tres años Cavaco ha ejercido en 12 ocasiones su facultad constitucional de vetar proyectos legislativos auspiciados por los socialistas. El presidente devolvió al Parlamento, entre otras, las leyes sobre paridad, régimen jurídico del divorcio, financiación de partidos y campañas electorales y parejas de hecho, además del estatuto de autonomía de las Azores. El escándalo del supuesto espionaje entre altas instituciones del Estado, cuyas consecuencias son imprevisibles, no contribuye a la estabilidad política de Portugal.


transcrito, com a devida vénia, de El Pais, 23/09/09

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

As vitórias de Queirós ou o Campeonato do Mundo por um canudo...

outro iluminado da nossa política..., desta vez futebolística... sempre crente desde que lhe paguem...


Afinal para que serve um particular assim?

A Selecção foi a Vaduz passar 90 minutos com o Liechtenstein (que ocupa a posição 150 no ranking mundial da FIFA), uma equipa de arbitragem e umas centenas de emigrantes. Como se esperava, ganhou. E bem, com bons golos, movimentações interessantes nos primeiros 30’.
O fim de tarde foi tranquilo, houve jogadores que se apresentaram a um nível interessante. O leitor menos exigente talvez diga que foi uma das melhores exibições desde que Carlos Queiroz se senta no banco da Selecção. Sim. E, no entanto, o que sobra do jogo é uma tremenda sensação de tempo perdido.
Apesar da opinião do seleccionador, é evidente que o Liechtenstein não é a Dinamarca. Nunca será. Não tem nada a ver. Muito menos com a Hungria. Logo, este desafio particular terá sido apenas uma oportunidade para os jogadores jantarem juntos, matarem saudades depois das férias e, admito, afinarem alguns conceitos com o treinador. Não afectou a confiança da equipa, mas também não a aumentou.
Num cenário assim, contar golos foi a única diversão. O primeiro resultou de um ressalto, Hugo Almeida rematou forte. O segundo foi muito bom, de Raul Meireles. O terceiro voltou a ser marcado pelo avançado que joga na Alemanha. A jogar ‘sozinha’, a equipa nacional cansou-se e tornou o jogo monótono.
Tentar tirar qualquer conclusão séria deste jogo seria… pouco sério. Cristiano Ronaldo ficou em Madrid, no ginásio do Real, e não se pode dizer que tenha perdido grande coisa.
in Correio da Manhã, 13/08/09