terça-feira, 10 de janeiro de 2017

O regresso de Sidarta






Organizando um bocadinho -poderia lá ser uma organização ‘decente’, os milhares de livros que enchem a nossa casa são rebeldes e mudam  de lugar a toda a hora!…- mudei volumes e eis que topo “Siddharta” (assim está na capa), de Hermann Hesse.

É uma edição da Frassinelli, datada de 1973; na página interior de título, escrevi: “Roma, 12 de Abril de 1975, no fio da navalha”.

Porquê no fio da navalha? Julgo saber porquê mas fica comigo.

Chegara a Itália no dia 9 de Janeiro do mesmo ano e já muitas coisas haviam acontecido.

Muitas boas coisas.

Por que comprara “Sidarta” –assim aparecera escrito em Portugal-? 

Porque a oferecera antes da viagem, tal qual ofereci muitos outros exemplares e apetecia-me relê-lo.

Creio que esse romance (?) de Herman Hesse nos tocou a todos, sobretudo a juventude.

Passados tantos anos, quase 42…, espreitei as folhas, cheias de sublinhados; escolhi estas palavras:


“…agora és um homem, escolhe a tua estrada. Oxalá possas segui-la até ao fim, meu amigo. Oxalá encontres a tua liberdade!”  

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