"O negro Cipião", de Paul Cézanne, 1866-68
A EU vai dispor, à África, 6 biliões de euros.
A intenção é criar condições aos africanos para que possam
viver dignamente nos seus países e não precisem de emigrar.
E isto aparece, quando?
Quando já passaram séculos em que os europeus exploraram e escravizaram
os africanos.
Quando os europeus inventaram e traçaram com um lápis as
fronteiras de países que não existiam e onde ficaram muitas e muitas etnias
diferentes e cada uma desejosa de ver reconheci o SEU PAÍS, pronta a lutar, com
o vizinho intrometido involuntariamente, a fim de impor o SEU PAÍS.
Quando os europeus traçaram essas linhas para dividirem,
entre si, as terras e os autóctones de África, explorarem e escravizarem (há
muitos modos de escravizar) as terras e os nativos.
Digo “quando” –mas devia dizer, e vou dizer: AGORA.
Porque continua esse assalto, roubo, desvergonhada
exploração de África pelos europeus –aos quais podemos e devemos juntar os
chineses, os americanos.
Depois, dessa divisão interessada e absurda das terras de
África, a criação de países fantasmas, trouxe ditadores à frente de
variadíssimos “países” africanos, que a Europa, o Mundo aceitaram… e
continuaram e continuam a aproveitara para seguirem em frente com o roubo
d’África.
Esses ditadores não se importam, agradecem, porque e são bem
pagos.
O mais provável é que grandíssima parte desses tais 6
biliões, prometidos pela EU, irá ter às mãos desses ditadores que os
encaminharão para bancos seguros, no próprio nome, ou investirão, aqui e ali,
em França, em Portugal (os chineses são especialistas e já chegaram à
desgraçada América do sul, sempre em seu nome, com a linda intenção de
espoliar, onde formas de nova escravatura, em muitos casos já existentes,
se multiplicarão), etc.
Que importa à UE?
O que a EU quer é varrer da Europa os milhões de africanos,
orientais, que lhes pedem REAL ajuda e que os aceite em casa:
é continuara a explorar e escravizar África.

Um dia, os africanos - e outros - não aguentam mais e vingam-se. Com sangue. Um dia, os explorados, que são muitos mais que os exploradores, fazem o que têm a fazer. E vai pagar o justo pelo pecador.
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