Francisco de Holanda, autoretrato
Para todo aquele cuja meta é a obra de arte, transcrevo
algumas linhas d o Prólogo de Diálogos de
Roma segunda parte de Pintura Antiga,
de Francisco da Holanda. Julgo serem
elas, pela força e a coragem da sinceridade e da humildade, tema de reflexão e
ensino.
“Se Deus me desse a
escolher livremente, entre todas as graças que repartiu com os mortais, qual queria
ter ou alcançar, nenhuma outra pediria, depois da fé, senão o alto entendimento
de pintar ilustremente. Nem porventura
quereria ser outro homem, senão este que sou. *** De que muitas garças dou
eu ao imortal e soberano Deus por me neste grande e confuso mundo dar alguma pequena luz nos
desejos da altíssimo pintura, pela qual a nenhum outro dote em mais honor a
reverência tenho pelo seu grande merecer.”
***sublinho a frase por ilustrar valor
máximo: que nos caiba a nós a sorte de sermos capazes de expressar quanto
entendemos do mundo e da vida, e que é crime recorrer àquilo que a outros
pertence, para triunfarmos.
in Diálogos de Roma, de
Francisco de Holanda, Prefácio e Notas de Manuel Mendes, Livraria Sá da Costa,
1955
Obra de Francisco de Holanda


Certíssimo. Espero nunca o ter feito.
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