quarta-feira, 9 de julho de 2014

A estrada


Par Ímpar, 1916, óleo de Amadeo de Souza Cardoso (1887-1916)

Destino

Irmão navegante,
a sereia que procuras –teu destino,
um dia,
saída em choro do teu sangue,
podes tê-la
música na onda em que ressurja o brilho do luar
e onde na água do escuro haja uma estrela!


Poemas de Edmundo de Bettencourt, Assírio & Alvim, 1999, com Introdução de Herberto Helder, datada de 1963 (já publicada pela Portugália Editora, nesse ano), e acrescentada com três magníficas páginas a completá-la   



Edmundo de Bettencourt 

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