...Ei-los: a crise, os cortes, as dificuldades, a pobreza, o abismo...
Taxista- Bem... a verdade é que temos de pagar o que devemos à troika...
Passageiro- À troika?
T.- Temos de cumprir o “contrato”... não acha?
P.-E vem lá no “contrato” que temos de ir buscar o dinheiro só aos que têm menos, aos mais necessitados? No “contrato” diz alguma coisa que proíba o governo de aumentar os impostos dos ricalhaços cá da terra?...
T.- Não, não está lá nada que o diga...
Encolhe os ombros, acrescenta:
T.- Acho eu... Mas quem sou eu?
Depois, num desabafo amargo, conclui:
T.- Se calhar, por isso é que se fala tanto de Portugal, somos gente honesta... Até nos deixamos roubar!

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