segunda-feira, 2 de março de 2015
O génio e a essencialidade
Obra de Antonello da Messina (1430-1479)
Foi no Journal de André Gide, meu livro de
cabeceira há muitos anos, que encontrei:
“Obra
de arte. A maioria há-de ser, sempre, mais sensível ao tamanho de um diamante
do que à pureza da sua água.”
Edição da Bibliothèque de la
Pléiade, Gallimard, 1997, p.504
domingo, 1 de março de 2015
Humana Condição
"Campo de trigo numa tarde de verão", Marc Chagal, 1942
Um sonhar-me distante, um longe incrível
É agora o meu estado: Eu sonho o Espaço
Que se fixa no mundo ao invisível
Como se o mundo andasse por meu braço.
Existo além: Sou o animal temível
De Jesus com o mundo-Deus na mão.
Sou para além do mundo concebível
Onde morre e começa a criação.
Eu, homem, sondo e meço o Infinito;
Sou corpo e espírito, esse corpo oculto,
E é só na mão de Deus que ressuscito.
E chamam a isto humana condição ...
Um nada, e tudo: — Vivo e me sepulto
Dentro e fora do próprio coração.
Afonso Duarte in Ossadas, Seara Nova, 1947
Aldeia da Ereira, 1894-Coimbra, 1958
Biografia:
http://epaad.no.sapo.pt/historia/ad_bio.htm
Biografia:
http://epaad.no.sapo.pt/historia/ad_bio.htm
sábado, 28 de fevereiro de 2015
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
Subscrever:
Mensagens (Atom)



