sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Pela 3ª vez o governo é reprovado: à terceira é de vez! Rua com a pandilha!
A quadrilha apanhada em flagrante delito: o assalto à Constituição da República Portuguesa
“O Tribunal
Constitucional chumba o corte das pensões”
dos jornais
Mais:
http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=3597157
Livraria Lumière: um tesouro
Pediu-me a Livraria Lumière umas breves linhas para o seu
mais recente catálogo, do qual constam, além de muitas outras, três excelentes
obras de Mestre João Gaspar Simões. Foi uma honra e um prazer. Aqui vos deixo o
apontamento:
João Gaspar Simões
nasceu, na Figueira da Foz, a 25 de Fevereiro
de 1903, e faleceu, em Lisboa, a 6 de Janeiro de 1987.
Deixa uma obra
vastíssima -mais de 60 títulos- que vai da ficção narrativa ao teatro, à
crítica e à biografia.
Com Branquinho da
Fonseca e José Régio fundou a revista presença (1927-1940) cuja importância
para a Cultura portuguesa do século XX é insuperável. Tal qual insuperável, inigualável,
a obra crítica de Gaspar Simões.
A independência e a
capacidade para separar trigo e joio -creio que nenhum dos autores válidos da
nossa Literatura desses anos, escapou ao juízo certo de Gaspar Simões-
criaram-lhe um exército de inimigos. E tão acérrimo foi ataque ao grande
escritor que as suas vitimas quase conseguiram apagar o seu nome e quase o enterraram
vivo.
De facto, quem fala,
hoje do exímio ensaísta e ficcionista?
E, no entanto e por
exemplo, os romances Elói (1932), Pântano (1940),O Internato (1946), o livro de
contos A Unha Quebrada (1941) são do melhor que tem a ficção portuguesa -e as
biografias de Eça de Queirós e de Fernando Pessoa, obras superiores de leitura
obrigatória.
João Gaspar Simões
licenciou-se, em Direito, na Universidade de Coimbra e, para isso, levou quase
11 anos… A carreira académica não lhe interessava, porque a sua vida foi outra:
de entrega absoluta, quase religiosa, monacal, aos trabalhos das letras -melhor
diria, das artes, porque lhe ficámos a dever páginas admiráveis sobre artistas
plásticos.
Com ele e na sua obra
muitíssimo aprendi e a imensa saudade que me deixou -privámos mais de dez anos-
testemunha da pessoa excepcional, simples e generosa que ele foi.
Catálogo:
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
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