Cavaco e Merkel e o futuro de Portugal
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Woody Allen: a arte de prender o espectador
“Woody Allen -Acho que é importante o modo de abrir um filme. (…) É importante que o início e o fim do filme sejam
especiais, tenham qualquer coisa de teatral, ou pelo menos qualquer coisa que
agarre imediatamente o público. Creio que todos os meus filmes começam de uma
maneira inusitada ou se não pelo menos de uma maneira diferente. Para mim, é
importante a primeira imagem que aparece no ecrã. (…) Durante os três primeiros
minutos apercebes-te se estás em boas mãos ou não, se o realizador te prendeu
ou não.”
In Io, Woody e Allen, Un regista si raconta, Edizione minimum fax,
Roma, 2004
Bom dia! Sempre Camilo e o seu mundo onde se reconhece o português e vive o sonho e o destino diferente de todos os outros
Camilo Castelo Branco, tabelião da alma portuguesa
“Eu
afiz-me a ver uma quase noite no mundo exterior: o meu mundo subjectivo está
povoado de imaginações escuras.”
Camilo Castelo Branco in Vinte Horas de Liteira, transcrito por José Viale Moutinho, o.c.
domingo, 11 de novembro de 2012
Dostoievski faria, hoje, 191 anos -e bem vivo continua!
Feodor Dostoievski (12/11/1821/28/01/1881)
Luísa Amaral, através
do Facebook, lembra, com um excelente post: hoje faz anos Feodor Dostoievski,
o Mestrão, diria eu!
Não me lembra quem o disse,
mas disse certo: “A todos os psiquiatras e psicólogos do mundo, para entender a
alma, prefiro os romances de Dostoievski!”.
Se o não conheces, o
que duvido, pelo menos já ouviste o seu nome, trata de o ler –e a verdade é que
nunca mais o esquecerás.
Influenciou gerações de
escritores, em Portugal, de Raul Brandão a Agustina, passando pela geração da presença, em que João Gaspar Simões, no
nº6 da revista (18/Julho/1927), magistralmente, o divulga.
Aliás, nos romances e
contos de João Gaspar Simões, obras de muita qualidade, absurdamente
esquecidas, o grande russo, o Mestrão
está nos bastidores.
A título de
curiosidade: a primeira pessoa que, em Portugal, escreve sobre a obra-prima Crime e Castigo é Maria Amália Vaz de
Carvalho, no ano de 1890.
O coração de Camilo
Caricatura de Vasco, 1985
“O
coração é a salamandra de seus próprios incêndios: lacera-se, como o pelicano;
de cada golpeada tira golfos de sangue, e neste sangue medram esperanças, cada
dia mais infernadas.”
Camilo in Agulha em Palheiro, transcrito por José
Viale Moutinho, o.c.
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