segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

A verdade e a mentira





Originalidade Verdadeira e Originalidade Falseada, segundo JOSÉ RÉGIO


"Em Arte, é vivo tudo o que é original. É original tudo o que provém da parte mais virgem, mais verdadeira e mais íntima duma personalidade artística. A primeira condição duma obra viva é pois ter uma personalidade e obedecer-lhe. Ora como o que personaliza um artista é, ao menos superficialmente, o que o diferencia dos demais, (artistas ou não) certa sinonímia nasceu entre o adjectivo original e muitos outros, ao menos superficialmente aparentados; por exemplo: o adjectivo excêntrico, estranho, extravagante, bizarro... Eis como é falsa toda a originalidade calculada e astuciosa. 

Eis como também pertence à literatura morta aquela em que um autor pretende ser original sem personalidade própria. A excentricidade, a extravagância e a bizarria podem ser poderosas - mas só quando naturais a um dado temperamento artístico. Sobre outras qualidades, o produto desses temperamentos terá o encanto do raro e do imprevisto. Afectadas, semelhantes qualidades não passarão dum truque literário."

domingo, 3 de janeiro de 2016

Um pintor uruguaio e bom dia!


Obra de J. A. Asfaduroff Nibes

sábado, 2 de janeiro de 2016

Um grande pintor israelita


"As romãs e a paisagem", obra de Reuven Rubin (Roménia, 1883-Israel, 1974)

Bom dia!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Léo Ferré - L'Amour Fou para sempre...

Um escritor esquecido a abrir 2016: Bernardo Santareno


Obra de Luís Dourdil



Eis outro esquecido: Bernardo Santareno, certamente, um doa maiores dramaturgos do século XX e da nossa dramaturgia.

É o preço que fazem pagar os literatos que devoram quem estava e são, dep+ois, devorados pelos que vêm vindo…

Fui buscar a um dos seus primeiros livros de poemas -arte que abandonou cedo-,  Romance do Mar,1955, Edição de Autor , e escolhi duas passagens de Rapariga da rosa encarnada:

Todos os dias sobe a pé
a ladeira
da Senhora da Nazaré:
Azul  a saia rodada,
no peito uma rosa encarnada…

Ai, amigo, quem me dera
pescar os dois peixes vivos
que ela leva cativos
no mar bravo onde navega
aquela rosa encarnada…
ai amigo, quem pudera!

É tempo de arrancar ao silêncio a sua esplêndida obra.


Bernardo Santareno (1920-1980)



2016: e lá vamos à procura do que em quatro anos nos roubaram e de reconquistar o direito de sermos Homens e Livres


Quixote e Sancho Pança, Obra de Pomar