quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

O genial veneziano

O que se passa, hoje, na Europa:? Breves extractos do diálogo, em Roma, do 1º mimistro italiano, Matteo Renzi (40 anos) com o 1º ministro grego, Alexis Tsipras (40 anos)



Disse Renzi: “O triunfo de Tsipras é a mensagem de esperança de uma geração inteira que sofre, uns porque não encontram trabalho, outros porque o perderam; e, de uma maneira geral, porque querem voltar a acreditar na política.”


Disse Tsipras:  “A nossa geração foi o falhanço de políticos equivocados, foi uma geração inteira que sofreu e que se viu obrigada a emigrar para sonhar e viver dignamente”

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Desde a primeira hora, o governo de Passos Coelho não fez mais do que vender todas as fontes de receita do nosso país, a EDP e por aí adiante, na forja a TAP, CTT, CP, entre muitas outras. Alguém ganhou milhões com isso? Certamente –mas não o Estado: não os portugueses que… são o Estado. Temos vindo a assistir a um crime organizado.


O luto da bandeira portuguesa tende a alargar


“…a meio de uma crise de deflacionismo não é muito inteligente vender as jóias da família a troco de bagatelas. Foi ao que se recorreu com a lotaria nacional [euromilhões], uma vaca leiteira para o Estado. (...) Na nossa opinião, é mais sensato desenvolver os bens do Estado a fim de aumentar o seu valor, recorrendo a meios de financiamento inteligentes que reforcem a nossa economia.”


Yanis Varoufakis, ministro das finanças da Grécia, em entrevista a Le Monde de hoje

Onde param os quadros de Miró que estavam (estão?) em Portugal: o silêncio cobre o quê?


Bom dia com Bach e Yasuaki Shimizu

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Memória


"No campo", Renoir



Abro o Caderno de Paris (Verão de 1958) e encontro, copiado, a poesia de Francis Jammes, J’aime dans le temps…

E leio os primeiros versos:

J’aime dans le temps Clara d’Ellébeuse
l’écolière des anciens pensionats,
qui allait,les soirs chauds, sous les tilleuls
lire les magazins d’autrefois.”

Essa poesia fazia parte de uma antologia que um amigo, não lembro qual, me emprestou à data.

Nunca consegui encontrar o livro de Jammes com essa pequena maravilha.

Mas nunca a esqueci, tal qual nunca esqueci os dois meses parisinos, que tanto me deram!

Não esqueci os amigos, Pablo Guevara, poeta peruano, Edgardo Rivera… Teresinha de Almeida, a jovem brasileira que se perdeu na bruma…

E, quando releio Jammes, é a minha juventude, a crescer sobre a adolescência, que volta e dói.

Tudo passa? Não: tudo fica. Certo, enquanto ficarmos...



a poesia:

http://fr.wikisource.org/wiki/J%E2%80%99aime_dans_le_temps

Um domingo azedo

in Público de hoje