Hachikô, um cão apaixonado
Revi, ontem, o filme Hachikô Monogatari , a história do amor de um cão -Hachikô- pelo seu dono, agora na versão japonesa. Pareceu-me essencial mais autêntica, mais exacta e mais forte, limpa do melodramático que salpica a versão americana.
Revi, ontem, o filme Hachikô Monogatari , a história do amor de um cão -Hachikô- pelo seu dono, agora na versão japonesa. Pareceu-me essencial mais autêntica, mais exacta e mais forte, limpa do melodramático que salpica a versão americana.
Tudo está contado e
comentado no blog Falcão de Jade,
reproduzido no meu FB.
E pensei que a entrega
sentimental de um cão, de um animal, é uma espécie de provocação.
Provocação do quê?
Assistir a esse movimento
para o outro, para o amigo, para o amado, vindo de um animal, solta os
sentimentos que esmagamos, em nós, fechados a sete chaves no egoísmo, na
armadura que construímos, prisioneiros do medo, refugiados na sociedade de
hoje, desumanizada, mecanizada, numérica. Gelada. Implacável proibidora de
sentimentos, estripadora de almas, fábrica de escravos.
Assistir à poesia do
amor alivia-nos, emociona-nos; mas as nossas lágrimas talvez sejam choradas sobre
nós próprios.



