sábado, 9 de agosto de 2014
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
Neste tempo negro, neste tempo de ódio, racismo crescente, anti-semitismo descarado, raiva, neo-nazismo, neo-fascismo, amoralismo, neste país que se desertifica e onde continua o Processo de Analfabetismo em Curso (PAC), isto é, a ignorância se multiplica, vamos fazer uma pausa e tentar viver três dias de bem, de generosidade, de paz!
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Ainda antes de partir (o que será díficil em tempo tão agitado, brutal e carregado de ódio e injustiça...)
O voo de Ícaro ou a liberdade como tesouro
Eis Stefan Zweig (Viena,
1888-Petrópolis, Brasil, 1942), obrigado a abandonar a sua terra e a sua cidade,
por judeu.
Um autor superficial?
Não sei: foi um sucesso universal, objecto de inveja e antipatias, foi um
humanista superior, exemplar.
Max Ophüls adaptou-lhe
a deliciosa novela, Carta de uma
desconhecida e deixou um dos filmes (1948) mais belos e profundos que me
calhou ver, no saudoso Cine-Teatro da Guarda, e ainda hoje retomo, muitas e
muitas vezes, mais que não seja para seguir a genial Joan Fontaine e ouvir-lhe
a inesquecível e belíssima voz; Roberto Rosselini, em 1954, adaptou O medo, com a magistral Ingrid Bergman;
e outros realizadores, que deixo de parte, para não cansar a tua paciência.
Porém, o que aqui me traz
é uma frase de Zweig, na obra sobre Montaigne, que Lavinia Mazzuchetti cita, no
prefácio à excelente tradução que fez, em italiano, da interessantíssima obra, Il mondo de ieri (Oscar Mondadori, Roma,
2014), publicada póstuma, isto é, depois do suicídio, como poderás confirmar na
notícia abaixo:
“Só aquele que consegue
preservar a própria liberdade em quanto diz respeito a tudo e a todos que
observa, só esse guarda e multiplica a liberdade sobre a terra.”
Esta frase lapidar cai
tal qual bóia de salvação, ou lâmina que denuncia, neste tempo de seguir os
outros e não ousar contrariá-los. Neste tempo de rebanhos e de “marias que vão
com as outras”.
Ou ainda pior: neste
tempo de hipocrisia e covardia.
Esta frase, que,
adiante, Zweig, nos confia, na autobiografia incompleta:
“Um artista sente-se melhor e à vontade, mais
vivamente inspirado, onde o apreciam ou mesmo o sobrevalorizam.”
Um artista isolado, a
meio de uma selva de esfomeados de êxito, sofre e arrisca-se a retrair-se.
De facto, nos cinco
anos de Telavive, no precioso café, que já não existe, o Dizza, na Frishman, esquina com a Dizengoff -a rua bem amada do nosso
saudoso cão Zac-, no Dizza, que
mereceu uma reportagem no RTP, rodeado de calorosas e generosas amigas e amigos,
que muito me acarinharam, estimularam e apoiaram, escrevi seis livros…
Isto não é um aparte: é
um doloroso desabafo…
Notícias:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Stefan_Zweig
terça-feira, 5 de agosto de 2014
Ar puro e sincero de que bem necessitamos, em tempo de ódio, racismo e mentira
2001: atentado numa discoteca de Telavive, a 300 metros de nossa casa: centenas de mortos, a maioria jovens judias russas
2014: guerra em Gaza, mais de mil mortos, sobretudo civis, mulheres e crianças que serviam de escudo aos terroristas do grupo Hamas
ABRE E LÊ!
http://www.lastampa.it/2014/08/05/medialab/webdocauto/yehoshua-alle-origini-dello-scontro-di-gaza-gyvyFHLBFBnucnrT7S1ENO/pagina.html
sábado, 2 de agosto de 2014
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