quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

O estado do país

Para onde se caminha...

Mais outra:

Os funcionários públicos obrigados a trabalhar fora da área da residência

Os funcionários públicos podem passar a ser obrigados a mudar de serviço ou de organismo, mesmo que isso implique ir viver para qualquer outro concelho do país. A medida faz parte de um documento que o secretário de Estado da Administração Pública enviou na terça-feira aos sindicatos e que pretende estimular a mobilidade geográfica dos trabalhadores do Estado. A proposta, ainda muito genérica, começa a ser discutida na sexta-feira e promete gerar polémica.

in Público de hoje

Este nosso tempo indigno...

"A prisão Courtyard", 1890, óleo de Van Gogh



“Quem a tem...”

Não hei-de morrer sem saber
qual a cor da liberdade.

Eu não posso senão ser
desta terra em que nasci.
Embora ao mundo pertença
e sempre a verdade vença,
qual será ser livre aqui,
não hei-de morrer sem saber.

Trocaram tudo em maldade,
é quase um crime viver.
Mas, embora escondam tudo
E me queiram cego e mudo,
não hei-de morrer sem saber
qual a cor da liberdade.

Jorge de Sena in Fidelidade, 1958

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Dia de São Valentino

"Casamento", 1918, óleo de Marc Chagall

Para ti...

Caminhos

"As bandeiras vermelhas", 1939, óleo de Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992)


Cancioneiro de João Bensaúde

Apontamento

De canas penduradas,
Roupas de pobres, a secar:

Antigas, lindas blusas desbotadas,
Calças de trabalho poídas,
Meias esburacadas,
Camisas encardidas,
Que foram a lavar.

Lavadas com esforço, raiva, amor...

Manchas de terra, sangue, esperma, suor,
Manchas de vida!

De canas penduradas,
Roupas expostas, a secar,
Dum lado e doutro da sinistra artéria...

Bandeiras de miséria
Que o vento faz bailar!

José Régio, in Filho do Homem, Portugália Editora, 1961

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Memória

Acácia Vermelha


Abre:


http://vimeo.com/20365276

O juro imposto à Grécia pela "benevolenta" Troyca atinge os 33%... o que esperavam? Que o povo, já na miséria, agradecesse?

Em Atenas nasceu a democracia e as medidas impostas à Grécia, que vão muito além dos cortes nomeados na notícia abaixo, são antidemocráticas e provocam a revolta daqueles que acreditam na justiça social


“Atenas mergulha no caos com cortes no salário mínimo e nas pensões

O pacote de austeridade cuja aprovação deixou Atenas a arder prevê uma queda brutal de salários no sector privado, incluindo uma quebra de 22% do salário mínimo, menos investimento e mais despedimentos.”

in Público de hoje