terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Dickens nasceu há 200 anos







No elogio fúnebre a Charles Dickens, o pastor Dean Stanley disse:


“Aquele que choramos era o amigo da humanidade, um filantropo no verdadeiro sentido da palavra, o amigo da juventude, o amigo dos pobres, o inimigo de todas as formas avareza e opressão.”  

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Assim falou Coelho


Português decidido ataca caixote de lixo e exige qualidade!


 “Passos pede aos portugueses para serem “mais exigentes” e “menos piegas”

in Público de hoje

A luta com o anjo



"O semeador, ao pôr do sol", 1888, óleo de Van Gogh


Fui dos que deram o pontapé de saída à saudosa revista O Tempo e o Modo -e honro-me disso. Logo no número 1, com a crítica ao romance O Manto, de Agustina Bessa-Luís.


Tenho aqui à minha frente o primeiro exemplar da revista, datado de Janeiro de 1963 –há 48 anos!-, e não resisto a transcrever o final desse ensaiozinho:


“E para além de todos os defeitos, todos os desequilíbrios, todos os excessos, Agustina Bessa-Luís permanece o caso mais importante da nossa actual literatura em prosa de ficção e um dos casos mais sérios da nossa literatura de sempre a exigir projecção internacional que só a língua portuguesa lhe tem negado.”


Hoje, Agustina consolidou o seu lugar indisputável na Literatura Portuguesa, ultrapassou fronteiras e é conhecida e admirada, pelo mundo.


Foi na redacção d’ O Tempo e o Modo que conheci, brevemente, Cristovam Pavia –e lembrá-lo me trouxe, afinal, aqui.


Tão breve aconteceu o nosso estranho encontro que nos limitámos e apertar as mãos e a dizermos “muito prazer”, no gabinete do Pedro Tamen, onde nos cruzámos.


O seu olhar foi igualmente breve, mas intenso, amável e... incompleto.  


Enquanto eu falava com Tamen, Cristovam Pavia ia e vinha, a murmurar o inaudível, em passos rápidos, de cá para lá da sala. Seguia-o com o olhar, a tentar perceber.


O que lhe fervia dentro? O que quereria dizer? Comunicar? O que o inquietava? O torturava? Lhe pesava, o sufocava?


Olhos fitos no chão, de cá para lá...


Uma sombra viva, ensimesmado e angustiante.


Nunca mais voltei a vê-lo. 


O seu suicídio não me surpreendeu: doeu-me. 


Naquela tarde, ele preanunciava-o. E eu nada fizera para o impedir. Depois, outros terão também falhado. O combate de Cristovam Pavia deu-se em zonas infelizmente inatingíveis, tragicamente, pessoais.   

Uma triste notícia: a morte de uma livraria histórica


Livraria Portugal, Chiado, Lisboa: mais uma vítima dos tubarões...


O que se ouve dentro

Cristovam Pavia (1933-1968)

Se fizer um pequeno esforço

Se fizer um pequeno esforço levanto-me e caminho no ar
Porque o meu Deus dá-me forças já não minhas,
Se fizer mais um pequeno esforço tudo se transformará
em verdadeiro prazer

E em cada gota de suor, em cada brilho nas gotas
de suor
Rodará um mundo fresco como um leque que se abre.
Se fizer um último esforço será a vertigem, talvez a deliciosa vertigem.
E depois não interessa o que virá
Creio neste amor angustiado.

Cristovam Pavia, in 35 Poemas

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Ora aí está uma decisão exemplar!



"Vasco Graça Moura acaba com o uso do Acordo Ortográfico no CCB"

dos jornais

O riso amarelo: o governo proíbe a alegria...

Convicto e inabalável, Passos Coelho antecipou o Carnaval...

"Passos Coelho, anunciou nesta sexta-feira que o Governo não dará tolerância de ponto aos funcionários públicos no Carnaval."

in Público de hoje