sexta-feira, 1 de outubro de 2010

As coisas da vida...

E à burra? Submeteram-na ao teste? Nunca se sabe e seria grande injustiça condenar um inocente cujo afecto confesso ao animal o tivesse levado a encobri-lo!...


Condenado por conduzir embriagado uma carroça

O Tribunal de Celorico da Beira condenou hoje, sexta-feira, ao pagamento de uma multa de 250 euros o agricultor apanhado pela GNR a conduzir a carroça de um burro com uma taxa de álcool de 3,26 gramas por litro.

Jorge Gonçalves Rodrigues, de 34 anos, residente em Salgueirais, naquele concelho, foi condenado ao pagamento de uma multa de 50 dias, no valor de cinco euros por dia, o que perfaz a quantia de 250 euros, por um crime de condução de veículo em estado de embriaguês.

O agricultor fica também inibido de conduzir veículos a motor "pelo período de quatro meses", dado possuir carta de condução de motociclo.

O Tribunal aplicou-lhe ainda duas coimas, por contraordenações, nos termos do Código da Estrada, uma pela falta de iluminação da carroça e outra por conduzir fora de mão.

No dia 03 de Fevereiro deste ano, pelas 22.30 horas, o agricultor foi detectado pela GNR, com excesso de álcool no sangue, conduzindo o veículo de tracção animal na estrada municipal 553-1, no sentido Celorico - Salgueirais, "no eixo da via" e "sem qualquer iluminação".

Um condutor que se cruzou com a carroça, ouvido na única sessão do julgamento, disse que a mesma circulava no meio da estrada e que não chocou com ela "por milagre".

Após conhecer a sentença, Jorge Rodrigues mostrou-se satisfeito por poder voltar a andar com a carroça da sua burra “boneca”.

Disse aos jornalistas que quando chegasse a casa, iria tirar o animal do estábulo. "Já a tiro hoje. É só chegar lá e tiro-a logo. [Vou] trabalhar e à lenha", declarou.

A advogada de defesa Andreia Fonseca, anunciou que irá propor ao Tribunal que a multa seja substituída "por trabalho a favor da comunidade, uma vez que não tem meios para pagar o referido valor".

Esta possibilidade agrada ao arguido, que disse estar disponível para fazer "tudo".

"No cemitério é que não", afirmou, rejeitando a eventualidade de poder prestar serviço comunitário como coveiro.
Jorge Rodrigues admitiu que a condenação do Tribunal lhe servirá de emenda para o futuro, garantindo que quando voltar a beber "a carroça já não sai da loja".
Reafirmou que está "arrependido" do que se passou naquele dia, e garantiu que, se fosse hoje "já não ia para lá [estrada]".

A companheira do arguido disse à Lusa que no futuro irá alertar o companheiro para "não beber tanto" e "para ter mais cuidado com a vida".

Após a leitura da sentença, o juiz explicou ao arguido que "a aplicação de uma pena tem tão só como objectivo que o senhor não volte a cometer o crime".
"Exorto-o a não beber quando conduzir ou, quando beber, deixe o veículo e circule com qualquer outro meio", concluiu.

Em Agosto deste ano, o homem foi novamente apanhado a conduzir a carroça embriagado [ou a Boneca?], tendo já sido julgado em processo sumário e condenado ao pagamento de multa.

transcrito com a devida vénia do Jornal de Notícias de hoje

Concluo que emigraram mais uns bons milhares de portugueses...



"Desemprego desceu para 10,7 por cento em Agosto"

título do Público de hoje

Via dei Portoghesi


Eis o blog que intessa a todos os portugueses, especialmente, àqueles que animaram e marcaram o centro histórico de Roma dos anos de 1975 a 1989, entre eles, Estrela Novais, a artista, que trabalhou com Vittorio Gassman, Carlos Carvalho, o melhor leitor de português que passou pela Universidade de La Sapienza, e outros companheiros do mundo maravilhoso da Via dei Portoghesi...

O futuro dos jovens: a grande incógnita do século XXI

Óleo de Balthus (1908-2001)


Vale a pena seguir os depoimentos dos jovens espanhóis desempregados -uma vez que os nossos não são ouvidos....

Secos por dentro



Em tempo de estertor da ética, de medo ao ideal, de vulgarização da vida, aqui deixo, um pouco constrangido, como se certas palavras devessem ser ouvidas ou lidas, religiosamente, a recato, longe de olhos que as possam macular,

trago este versículo d’ A Imitação de Cristo, obrinha iluminada, maravilhosa, que um fradinho, que ninguém sabe ao certo quem era, escreveu, há setecentos anos:

Ó fraqueza, ó negligência do nosso viver que tão depressa apagou o antigo fervor! Tudo, agora, cansa a nossa covardia e nos torna a vida aborrecida”.

Assassínios programados

El Roto, in El País de hoje


"-Oferecemos-lhes salários mínimos em péssimas condições e ainda os aceitam.
"-É preciso apertar mais.

O momento em que se joga a nossa vida e o futuro da nossa vida



Cartas viciadas
por Manuel António Pina

Na deplorável partida de póker em que se tornou a luta política, a aposta de Passos Coelho no extremar de posições em relação ao Orçamento seguida da ameaça de Sócrates de se demitir no caso de ele não ser aprovado, revelou o óbvio: que Coelho fizera "bluff" e não iria pagar para ver. Os inúmeros "bluffs" de Sócrates anunciando, dia sim, dia não, o "fim da crise" (ainda em Maio Portugal era "o primeiro país a sair da recessão") não têm sido menos desastrados. Os aumentos da Função Pública há um ano, em véspera de eleições, lembram Beau Geste no deserto, cercado e acossado pela sede, lavando desafiadoramente as botas com o último cantil de água. A crise não é, contudo, tão impressionável como os "tuaregs", e Sócrates exige agora a devolução, com juros, desses aumentos. Ao mesmo tempo opta pela que, em Março, era a solução "mais fácil", o do aumento dos impostos, e por receitas extraordinárias como as que criticou a Ferreira Leite. Precisa de 4,5 mil milhões para levar o défice de 7,3 a 4,6 %. Tanto quanto enterrou no BPN e BPP. Como confiar o nosso dinheiro (e o nosso futuro) a jogadores destes?

transcrito, com a devida vénia, de Jornal de Notícias de 01/10/10