terça-feira, 4 de maio de 2010

E se Cavaco se preocupasse com esta pouca vergonha? Perdia votos? Ah, pois!, perdia...

...o oiro não brilha para todos nós...


"Bancos privados lucram quatro milhões por dia
BES foi a único dos quatro maiores privados a aumentar lucros nos primeiros três meses do ano


Em tempo de crise para o sector financeiro, os quatro maiores bancos privados a operar no mercado nacional lucraram 392 milhões de euros no primeiro trimestre, menos 2% do que em igual período de 2009. O BES foi o único banco que viu os lucros crescerem."

in Jornal de Notícias de hoje

Saudades da Idade Média?

Erlich, in El Pais de hoje



"-Estaremos decaindo como civilização?

"-Não, o que aconteceu é que saímos da idade média com espectativas demasiado altas.

Cavaco continua na sua campanha à represidência...

...da sombra à luta pelo próprio emprego...


"Cavaco apoia opositores das grandes obras públicas

Cavaco defendeu na semana passada que “todos os investimentos” devem ser reponderados.
O Presidente vai receber nove ex-ministros das Finanças em Belém, aumentando a tensão com o Governo. Em cima da mesa está uma reavaliação dos grandes investimentos públicos, como o TGV."

in Diário Económico de hoje


Cavaco não larga o osso e luta pela reeleição. Morde no governo e escolhe os pontos que julga podem impressionar o leitorado.

Cavaco aposta em dois tipos de eleitorado: o conectado com o neo-liberalismo selvagem que rejeita todas as tentativas sociais-democráticas ou socializantes; e no eleitorado constituído por aqueles cuja cultura cívica é quase abaixo de zero.

De olho vivo e popularuxo, o Sebastião de Boliqueime avança.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

A Grécia... e o que virá a seguir...

Uma gota d'água?...


Salvavidas para Grecia
Vía libre al masivo programa de rescate de la Unión Europea y el Fondo Monetario

El acuerdo de masivo apoyo financiero a Grecia por el FMI, la Comisión Europea y el BCE, respaldado ayer por los ministros de Finanzas de la eurozona, y esta vez con el abierto apoyo alemán, es una decisión necesaria. La inacción o la demora en su concreción habrían acentuado las ya graves dificultades de algunas economías que comparten la moneda única y habría socavado aún más los fundamentos del área monetaria.
Los 110.000 millones de euros acordados (de ellos 80.000 los aportarán los 16 países de la eurozona) permitirán al Gobierno socialista griego refinanciar los vencimientos de su deuda pública en condiciones más llevaderas que las de mercado. A cambio, Atenas ha asumido un draconiano plan de austeridad trienal que ayudará a recuperar la credibilidad hipotecada por años de trampas en las cuentas públicas. Aumento inmediato de impuestos, reducción de pensiones y programas sociales y congelación en las rentas de los empleados públicos son algunas de las piezas centrales de ese programa de choque que está provocando un crispado clima de contestación en el país.
Los inconvenientes de esta formidable ayuda financiera -no contemplada formalmente en las normas constitutivas de la unión monetaria y primera en los 11 años de historia del euro- son menores que las ventajas. Tras los avatares de los últimos meses suscitados por la aprobación de este programa de rescate, incluido el ruidoso castigo infligido por el mercado a algunos Gobiernos, la lección más importante que cabe extraer para Europa es la necesidad de una mayor y mejor coordinación de las políticas económicas en la eurozona, principalmente la presupuestaria. Si no se llega pronto a algo parecido a un Gobierno conjunto acordado en sus líneas maestras se seguirán produciendo fragmentaciones peligrosas, cuando no la definitiva exclusión de algunos países.

La contribución de Angela Merkel a la confusión de las últimas semanas ha sido notable. La canciller alemana bendijo ayer por vez primera abiertamente la ayuda masiva a Atenas, que su Parlamento aprobará esta semana, antes de la cumbre de jefes de Estado y de Gobierno que solemnizará el rescate de Grecia. Pero la volatilidad de sus actitudes, en función de intereses electorales, ha debilitado la credibilidad del más importante proyecto de integración europea y no ha servido para fortalecer su liderazgo en la UE.

Si la Unión como tal ha de sacar conclusiones que sirvan para reducir la vulnerabilidad institucional que esta crisis está poniendo de manifiesto, también han de hacerlo, imperativamente, los gobiernos nacionales más castigados. El de Rodríguez Zapatero, desde luego. Para ganar la confianza de los agentes económicos deben definirse urgentemente prioridades claras, compatibles con hipótesis de crecimiento realistas. Y es necesario que el sistema bancario normalice cuanto antes su funcionamiento.

transcrito, com a devida vénia, de El Pais de hoje

A pergunta: uma atitude assim respeita o Juramento de Hipócrates ou... ele passou a Juramento da Hipocrisia?

Texto do Juramento de Hipócrates, original grego


"Especialistas de Ginecologia e Obstetrícia ganham o dobro no novo hospital de Cascais
Médicos trocam Garcia de Orta por maiores salários do novo hospital com gestão privada

Os serviços de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de Garcia de Orta, em Almada, ficaram desfalcados com a abertura do novo hospital de Cascais - unidade pública que é a primeira a abrir no país com gestão privada em regime de parceria -, que ali foi recrutar médicos oferecendo-lhes, "no mínimo, o dobro dos seus salários". O director do Serviço de Ginecologia acaba de ser afastado das suas funções. Justificação da administração? Não conseguiu cativar os médicos."

in Público de hoje

O dia de hoje: Albert Camus e a luta pela vida digna

Albert Camus



Imagem da Guerra de Espanha, fotografia de Robert Capa



Quando, em 1957, Albert Camus (1913-1957: passam 50 anos sobre a sua morte), recebeu o Prémio Nobel da Literatura, escreveu aos republicanos espanhóis exilados em França, as seguintes palavras:

‘Na vida de um escritor de combate, são necessárias fontes entusiásticas para combater o cinzento e a secura que encontramos na luta. Vós fostes e sois, para mim, uma dessas fontes e encontrei, sempre, no meu caminho a vossa amizade em movimento, generosa.”

Camus, um trágico do nosso tempo, conhecia o sofrimento do Prometeu agrilhoado, exposto à ferocidade da águia de Zeus, e, também, a persistência formidável de Sísifo, às voltas com a sua pedra...

Para ele, a Guerra de Espanha representava -na nobreza do ideal, na violência da paixão, na coragem do sacrifício- um exemplo maior da luta contra a vida sem justiça e, consequentemente, absurda e indigna.