Há muita lágrima que chora o 25 de Abril.
Há as lágrimas dos que viram adulterar uma intenção.
Há as lágrimas –essas de crocodilo- dos que regozijam com o que julgam ser o fim da intenção: da revolução.
Revolucionar é mudar o que está.
E isso aconteceu.
O português é livre, o português vive em democracia.
A maioria dos portugueses vive hoje melhor.
Acesso ao ensino, serviço de saúde, ordenado mínimo, subsídio de desemprego & etc.
Nada disso existia antes.
Vivem mal?
Vivem.
Por que razão?
Tudo se estragou, quando a Assembleia da República foi (desnecessariamente) dissolvida e Cavaco tomou conta do poder, em 1987, com maioria absoluta, votada.
Aí se instalou o desastre que hoje sofremos.
Aí, a intenção de criar um Estado livre, social, deu com os burrinhos na água:
no neo-liberalismo à moda de Boliqueime, que foi piorando.
E que os governos socialistas de 3ª ou 4ª via não corrigiram o bastante.
O que disser, hoje, Cavaco -o pai, não da História mas,sim, da nossa desgraça-, eleito PR em eleições a que só foram às urnas 23% dos eleitores,
e em que perdeu 550 000 votos, em relação à sua eleição anterior (igualmente, um desastre),
o que disser o homem de Boliqueime é “igual ao litro”:
balelas.
A realização do 25 de Abril, da intenção de erguer um Estado livre, social, onde todos cabem mais os seus direitos,
está aí:
pode ser votada no próximo dia 5 de Junho.