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segunda-feira, 25 de abril de 2011

As lágrimas dos crocodilos




Há muita lágrima que chora o 25 de Abril.


Há as lágrimas dos que viram adulterar uma intenção.

Há as lágrimas –essas de crocodilo- dos que regozijam com o que julgam ser o fim da intenção: da revolução.


Revolucionar é mudar o que está.

E isso aconteceu.


O português é livre, o português vive em democracia.

A maioria dos portugueses vive hoje melhor.


Acesso ao ensino, serviço de saúde, ordenado mínimo, subsídio de desemprego & etc.


Nada disso existia antes.


Vivem mal?


Vivem.


Por que razão?


Tudo se estragou, quando a Assembleia da República foi (desnecessariamente) dissolvida e Cavaco tomou conta do poder, em 1987, com maioria absoluta, votada.


Aí se instalou o desastre que hoje sofremos.


Aí, a intenção de criar um Estado livre, social, deu com os burrinhos na água:


no neo-liberalismo à moda de Boliqueime, que foi piorando.


E que os governos socialistas de 3ª ou 4ª via não corrigiram o bastante.


O que disser, hoje, Cavaco -o pai, não da História mas,sim, da nossa desgraça-, eleito PR em eleições a que só foram às urnas 23% dos eleitores,


e em que perdeu 550 000 votos, em relação à sua eleição anterior (igualmente, um desastre),


o que disser o homem de Boliqueime é “igual ao litro”:


balelas.


A realização do 25 de Abril, da intenção de erguer um Estado livre, social, onde todos cabem mais os seus direitos,


está aí:


pode ser votada no próximo dia 5 de Junho.