sábado, 28 de maio de 2016

sexta-feira, 27 de maio de 2016

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Bom dia com Camilo e a nossa pátria na voz de quem bem o conheceu e compreendeu



Camilo Castelo Branco


“Acusam Camilo de não ter pintado a paisagem. (…) O que ele soube pintar, como ninguém mais, foi a alma portuguesa, esta nossa alma sentimental e atormentada, sonhadora e melancólica, submissa e irritável, contraditória e volúvel, que por sua vez parece reflectir a complicada paisagem das nossas várzeas floridas e das nossas serranias negras, do espelho terno dos nossos rios bucólicos e do aspecto tôrvo de outros, caudais e mugidores; das nossas macias praias planas e das nossas falésias altas e desgrenhadas; do nosso maravilhoso céu de safira e da nossa esbraseada charneca triste; das nossas risonhas aldeias brancas e das ruínas lúgubres de antigos castelos e solares desmantelados.!”


Alberto Pimentel in O Torturado de Seide (Camilo Castelo Branco), Livraria Manoel dos Santos, 1921, Lisboa

quarta-feira, 25 de maio de 2016

As gaivotas... segundo um grande poeta




Poesia de António Manuel Couto Viana e pintura de Georges Braque

Miradoiro

Frágeis, acenam alvos lenços d’asas
As gaivotas que a brisa, mansa, embala.
O rio azula, emoldurado em casas
— Que lindo quadro para pôr na sala!

No lírico perfil fogem veleiros,
Onde embarquei uns restos de ansiedade;
E, no cais, os guindastes e os cargueiros
São prática e viril realidade.

É mentira, talvez,
Assinar com meu nome esta poesia:
O Tejo foi quem na fez…
Cheira a limos, a sal, a maresia!

Poema publicado no livro No Sossego da Hora, 1949, Prémio Antero de Quental.

terça-feira, 24 de maio de 2016

O drama brasileiro



in Público de hoje