sábado, 30 de abril de 2016

A pátria em que vivemos


António Lopes Cardoso (1933-2000): a cara lavada do 25 de Abril, o mais incómodo socialista para pseudo-socialistas & Cia


E nestes 42 anos do 25 de Abril, em plena crise da luta pela liberdade, igualdade e fraternidade, quando a corrupção pare novos corruptos ao ritmo de rock, não resisto a citar a frase de António Lopes Cardoso, lembrada por José Braz Pinto, neste mesmo FB:

“É o impudor do pragmatismo e pragmatismo do impudor”.


Nem mais, nem menos: eis ao que assistimos.

Tempo de descermos em nós...

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Emigrações...



in Público de hoje

O que tem de acabar!


Obra de Júlio Pomar, "O almoço do trolha"

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Obras maravilhosas de um dos grandes pintores contemporâneos: João Navarro Hogan (Lisboa, 4.Fevereiro.1914-Lisboa, 16.Junho. 1988)










Os cem anos de Mário de Sá-Carneiro



Mário de Sá-Carneiro, (Lisboa, 19 de Maio de 1890- Paris, 26 de Abril de 1916)

A Inegualável

Ai, como eu te queria toda de violetas
E flébil de setim...
Teus dedos longos, de marfim,
Que os sombreassem jóias pretas...

E tão febril e delicada
Que não pudesses dar um passo -
Sonhando estrelas, transtornada,
Com estampas de cor no regaço...

Queria-te nua e friorenta,
Aconchegando-te em zibelinas -
Sonolenta,
Ruiva de éteres e morfinas...

Ah! que as tuas nostalgias fossem guizos de prata -
Teus frenesis, lantejoulas;
E os ócios em que estiolas,
Luar que se desbarata...

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Teus beijos, queria-os de tule,
Transparecendo carmim -
Os teus espasmos, de seda...

- Água fria e clara numa noite azul,
Água, devia ser o teu amor por mim...

Mário de Sá-Carneiro, in 'Indícios de Oiro'



"No Teatro", de Mary Cassatt


terça-feira, 26 de abril de 2016