sexta-feira, 4 de março de 2016

Uma obra inicial de Michelangelo, 'Madonna della Scala', que seduziu Lorenzo de' Medici, seu futuro protector... Michelangelo andaria pelos 14/ 15 anos


"Madonna della Scala", baixo relevo de Michelangelo

Um anedota chamada Coreia do Norte...



in Público de hoje

Lembrar um Grande mais ou menos esquecido e certamente ignorado pelos frenéticos neo-génios...


José Régio


Todos conhecem, nem que seja só por nome, o poeta José Régio.
Acontece, porém, que Régio deixou do melhor que tem a novela portuguesa e excelente teatro,

A Velha Casa, romance fleuve, de cinco volumes, é uma obra-prima; Histórias de Mulheres, admirável abordagem do espírito feminino; O Jogo da Cabra Cega (1934), traduzido em francês, e proibido nos anos salazaristas, um golpe de faca na literatura então pasmada.

Do teatro poderão falar encenadores que disso sabem, mas note-se que a sua peça Jacob e o Anjo foi apresentada, com sucesso, em Paris (1952).

Leiam-no… ou releiam-no: é Mestre.



 Capa da 1ª edição de A Velha Casa

quarta-feira, 2 de março de 2016

Há mortos que estão vivos na obra que deixaram: se quiseres ouvi-los procura a obra deles...




Carlos de Oliveira (1921-1981)

Pois voltemos aos “enterrados”… Hoje, recordo um poeta e novelista que merece leitura e destaque: Carlos de Oliveira.


É um daqueles cujo silêncio se deve à lamina de autodefesa da  feira literata… Salta por cima e procura os livros dele: são de grande qualidade.            

UM ESCRITOR VIVO QUE FALA DA VIDA: NUNO COSTA SANTOS

Vamos hoje referir um escritor VIVO! 

Um escritor que me parece revelação e abre caminhos à novela/romance portugueses, deixando para trás o defeito crónico dos escrivães nacionais: o banho de palavras que morrem uma vez lançadas e morrem por nada dizerem, usadas ao modo dos necrologistas. 

Trata-se do romance Céu Nublado com Boas Abertas (Quetzal), de Nuno Costa Santos. 

Li e reli o romance –e andei num mundo de gente viva, ali presente, mesmo quando são já mortos os referidos. Açoriano –e não esquecer que os Açores fabulosos estão a meio do Atlântico de olhos bem abertos para as américas-, Nuno Costa Santos domina um estilo objectivo e sem os discursos ocos, típicos cá da terrinha, apresenta-nos personagens que se nos impõem porque “vivas”, porque humanas, porque dramáticas. 

E, realmente, verdadeiramente, tudo isso. 

Nuno Costa Santos recorre à linguagem para ressuscitar a vida, não se fica nas palavras, a rebolar-se nelas, incapaz de ir além. Nuno Costa Santos é um escritor-criador, não é um malabarista de vocábulos. Céu Nublado e Boas Abertas tem, desde já, um lugar marcante na Literatura Portuguesa contemporânea. 

É urgente lê-lo. Já. 






 Nuno Costa Santos