Amanhã, dia 4 de
Outubro, Portugal está nas mãos dos portugueses e, segundo a atitude que
tomarem, salvar-se-á ou enterrar-se-á.
Sim, há que ir ao voto,
consciente de que os portugueses têm a cabeça metida numa guilhotina.
Se o actual governo
ganhar, Portugal verá aumentados o desemprego, a emigração, o desprezo pelos
idosos, o desfazer do serviço de saúde, o sufocar do ensino e da Cultura, o assalto às pensões.
Verá diminuir-se a
população, verá morrerem os que irão envelhecendo e a diminuir,
vertiginosamente, o número de nascimentos.
O português não pode
ter filhos: não tem dinheiro para ter filhos nem quer lançar para a rua
crianças que não pediram para nascer e cujo futuro será incertíssimo.
Se a “Coligação”
vencer, Portugal entrará num buraco mortal.
Estas eleições não são
iguais às outras: depois delas, Portugal ou recomeçará a ser um país de
justiça, igualdade, liberdade e fraternidade –ou será um país dia a dia mais decadente,
um sítio e não um país, um lugar
vazio, paupérrimo.
Será o lugar da nova
escravatura (enquanto ainda cá houver quem aceite ser escravo de uma minoria
milionária e dos seus, capangas).
Nestas eleições joga-se
o futuro, a História de Portugal.
O actual governo, a direita, o
neoliberalismo nunca se dividem: estão unidos, forte e ferozmente organizados, para
garantir a sobrevivência dos privilégios.
O actual governo está unido para garantir o bem-estar
dos grandes grupos financeiros internacionais, que o alimentam.
Ora a esquerda não pode
dividir-se em grupos cheios de boas intenções mas inconsequentes: sem peso
suficiente para se fazer representar na Assembleia da República.
De boas intenções está
o inferno cheio.
Os votos não podem
desperdiçar-se.
O teu voto tem de ser confiado
a partidos consistentes, capazes de expulsarem o grupo de servidores do
capital, que, durante 4 anos nos roubou.
VOTA E DEFENDE: DEFENDE
O TEU PAÍS E DEFENDE A PESSOA QUE ÉS E QUE ESTE GOVERNO AINDA NÃO PAROU DE
HUMILHAR, OFENDER, CASTRAR, EXPLORAR.