Lê:
sábado, 9 de fevereiro de 2013
Um frenesim de mortos-vivos
A multidão é um monstro sem nome...
Em 1981, o Director da
Bienal de Teatro, Maurizio Scaparro, decidiu recuperar uma tradição: o Carnaval
de Veneza.
Foi um sucesso, de que
participei, a convite de Scaparro.
Essa euforia, pura e
espontânea, durou três anos.
Todos sabemos: o
Carnaval de Veneza continuou e continua, transformou-se num acontecimento
internacional –num acontecimento
turístico.
Da última vez que lá
estive, nos idos de 1983, a cidade acrescentara, aos setenta mil habitantes, 200
000 turistas.
200 000 abomináveis
turistas!
Era o começo do fim –perdia-se
a verdade, a identidade, a genuinidade, referidas no contarelo que amanhã
publicarei, aqui.
Voltei a Veneza, muitas
vezes –mas de preferência no Inverno, quando não seduz os turistas, praga
homicida do nosso tempo…
***
p.s. amanhã publicarei, aqui, uma espécie de contarelo, memória desse ano já tão longe, 1981, e o retomar do Carnaval de Veneza... que se perdeu, comercializado e só isso...
***
p.s. amanhã publicarei, aqui, uma espécie de contarelo, memória desse ano já tão longe, 1981, e o retomar do Carnaval de Veneza... que se perdeu, comercializado e só isso...
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Subscrever:
Mensagens (Atom)





