quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O grande Puccini "roubado" a uma amiga...

Giacomo Puccini, provavelmente a acender uma cigarrilha "Toscano", que fazia as delícias de Ângelo de Sousa e que eu lhe enviava de Itália...

Abre e ouve:

O cinismo também não paga imposto?


Uma questão de dentadura?

O sr. Relvas falou. E disse. Não sabe o que diz. Mas diz. Sai-lhe da boca. O povo acha que são palavras perdoáveis, saem da boca. Serão. Mas quando Relvas, sem jardineiro, diz que choram os avós e as mães, saudosos dos filhos emigrantes –e maridos- que fogem, diz que tem pena deles, o que quer dizer a boca aberta do Relvas não aparado? Quer dizer que é uma pena, uma grande pena –mas, assim, o país fica aliviado? Sem greves, sem contestações, sem pancadaria? E etc.? E tudo tranquilo, o imposto em força, o roubo organizado em paz. Mas do que é que vai comer o sr. Relvas, quando já cá não houver gente nem ninguém a quem ir arrancar os cêntimos -os últimos cêntimos!-, com taxas, impostos, e etc., porque o sr. Relvas e a companhia alcapoteana tem sempre mais uma no bolso. Até que já lá não haja nada e tenha de pedir a quem lhe pagou um lugarinho no capital, que lhe agradeça o esforço, lhe perdoe a estupidez e lhe dê a esmola de continuar a coçar os tomates, de olho na criada do snack.

E a propósito...

Erlich in El País de hoje