sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
O grande Puccini "roubado" a uma amiga...
Giacomo Puccini, provavelmente a acender uma cigarrilha "Toscano", que fazia as delícias de Ângelo de Sousa e que eu lhe enviava de Itália...
Abre e ouve:
O cinismo também não paga imposto?
Uma questão de dentadura?
O sr. Relvas falou. E
disse. Não sabe o que diz. Mas diz. Sai-lhe da boca. O povo acha que são palavras
perdoáveis, saem da boca. Serão. Mas quando Relvas, sem jardineiro, diz que choram os avós e
as mães, saudosos dos filhos emigrantes –e maridos- que fogem, diz que tem pena deles, o que quer dizer a
boca aberta do Relvas não aparado? Quer dizer que é uma pena, uma grande pena –mas,
assim, o país fica aliviado? Sem greves, sem contestações, sem pancadaria? E
etc.? E tudo tranquilo, o imposto em força, o roubo organizado em paz. Mas do que é que vai comer o sr. Relvas, quando já cá não houver gente
nem ninguém a quem ir arrancar os cêntimos -os últimos cêntimos!-, com taxas, impostos, e etc., porque o sr. Relvas e a companhia alcapoteana tem sempre
mais uma no bolso. Até que já lá não haja nada e tenha de pedir a quem lhe pagou um
lugarinho no capital, que lhe agradeça o esforço, lhe perdoe a estupidez e lhe
dê a esmola de continuar a coçar os tomates, de olho na criada do snack.
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