segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
O professor locutor ou a anedota falada
Uma achega ao abandalhamento da língua portuguesa...
O jogo do
Marítimo-Guimarães, para a Taça de Portugal, acabou empatado.
O árbitro declarou,
segundo as regras, a passagem ao prolongamento.
Eis senão quando um dos
locutores descobre a pólvora, o verdadeiro nome do acontecimento:
“Vamos
para a extensão do jogo!”
E explica, professoralmente:
“È extensão, não é prolongamento!”
Falara, a meio dos
milhares de Professores que há em Portugal, do Professor Neca ao Professor
desempregado, o Professor Locutor.
Quem quiser divertir-se
deverá seguir os nossos locutores desportivos: comparados com eles, António
Vieira, Camilo, Aquilino, são uns pobres de espírito.
Ali -na Sport TV &
Cia- fala-se um português gemático
(de gema, melhor: de gemer): à altura do Acordo Ortográfico.
À altura do PAC (Processo de analfabetização em
Curso).
Dado que estou a fumar um toscano genuíno e o ia fumar, quando em Itália, a Torre del Lago, frente à casa onde repousam os restos mortais de Pucinni, aqui vos deixo a sua música única e aquela que mais me emociona... Sim, uma vez, Aldo Zari e eu estivemos ali... era o tempo das cassettes que ouvíamos, encantados, em homenagem ao Mestre...
domingo, 2 de dezembro de 2012
sábado, 1 de dezembro de 2012
A luz está acesa: pequenina, aninhada em cada um de nós; é urgente protegê-la e trazê-la para a rua e mostrá-la aos outros. Reconstruir a esperança.
A fractura, a estrada aberta a uma nova sociedade já aí está: segue-a!
O artigo de opinião mais inteligente que li até hoje, sobre a tragédia que vivemos:
http://elpais.com/elpais/2012/11/16/opinion/1353077046_240170.html
Vicente Sanches, um grande escritor contemporâneo ignorado, Van Gogh e Camilo
"Campos de trigo sob nuvens de tempestade", óleo de Vincent Van Gogh
“-Minhas senhoras e meus senhores: acreditai se
quiserdes. Duvidai, se quiserdes. Eu por mim não duvido; eu por mim acredito –que
Van Gogh, num quadro intitulado: Campos
sob um céu de tempestade, visionou e pintou –o espectral semblante; fez e
legendou –o fantasmal retrato: -do escritor português Camilo. Sim, senhores:
-do grande escritor português Camilo Castelo Branco. Que evidentemente Van Gogh
nunca viu (nem sequer em fotografia); nem por notícia ou fama conheceu.”
Vicente Sanches in Mundus Imaginalis, num quadro de Van Gogh, parte do livro Pré-póstuma Disposição, Edição de Autor, Castelo Branco, 2006
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