segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Morreu, ontem, um nome grado da poesia brasileira: Décio Pignatari

Décio Pignatari (1927-2012)

Poesia de Décio Pignatari

Mais:


http://www.poesiaconcreta.com/poetas.php?poeta=dp

http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_visual/decio_pignatari_2.html

O professor locutor ou a anedota falada

Uma achega ao abandalhamento da língua portuguesa...


O jogo do Marítimo-Guimarães, para a Taça de Portugal, acabou empatado.

O árbitro declarou, segundo as regras, a passagem ao prolongamento.

Eis senão quando um dos locutores descobre a pólvora, o verdadeiro nome do acontecimento:

“Vamos para a extensão do jogo!”

E explica, professoralmente:

È extensão, não é prolongamento!”

Falara, a meio dos milhares de Professores que há em Portugal, do Professor Neca ao Professor desempregado, o Professor Locutor.

Quem quiser divertir-se deverá seguir os nossos locutores desportivos: comparados com eles, António Vieira, Camilo, Aquilino, são uns pobres de espírito.

Ali -na Sport TV & Cia- fala-se um português gemático (de gema, melhor: de gemer): à altura do Acordo Ortográfico.

À altura do PAC (Processo de analfabetização em Curso).  

Dado que estou a fumar um toscano genuíno e o ia fumar, quando em Itália, a Torre del Lago, frente à casa onde repousam os restos mortais de Pucinni, aqui vos deixo a sua música única e aquela que mais me emociona... Sim, uma vez, Aldo Zari e eu estivemos ali... era o tempo das cassettes que ouvíamos, encantados, em homenagem ao Mestre...

domingo, 2 de dezembro de 2012

sábado, 1 de dezembro de 2012

A esperança de viver e o futuro que este governo promete...

Erlich in El País de hoje

"-Avô, como funciona a vida?
"-Perdes dinheiro.

A luz está acesa: pequenina, aninhada em cada um de nós; é urgente protegê-la e trazê-la para a rua e mostrá-la aos outros. Reconstruir a esperança.




A fractura, a estrada aberta a uma nova sociedade já aí está: segue-a!

O artigo de opinião mais inteligente que li até hoje, sobre a tragédia que vivemos:

http://elpais.com/elpais/2012/11/16/opinion/1353077046_240170.html

Vicente Sanches, um grande escritor contemporâneo ignorado, Van Gogh e Camilo


"Campos de trigo sob nuvens de tempestade", óleo de Vincent Van Gogh

“-Minhas senhoras e meus senhores: acreditai se quiserdes. Duvidai, se quiserdes. Eu por mim não duvido; eu por mim acredito –que Van Gogh, num quadro intitulado: Campos sob um céu de tempestade, visionou e pintou –o espectral semblante; fez e legendou –o fantasmal retrato: -do escritor português Camilo. Sim, senhores: -do grande escritor português Camilo Castelo Branco. Que evidentemente Van Gogh nunca viu (nem sequer em fotografia); nem por notícia ou fama conheceu.”

Vicente Sanches in Mundus Imaginalis, num quadro de Van Gogh, parte do livro Pré-póstuma Disposição, Edição de Autor, Castelo Branco, 2006