Amedeo Modigliani e Jeanne Hébuterne, montagem
domingo, 7 de outubro de 2012
sábado, 6 de outubro de 2012
A alma portuguesa
Camilo Castelo Branco, por Júlio Pomar
Num café da periferia, desta monstruosa grande Lisboa, dormitório de trabalhadores mal pagos, descaracterizados e ancilosados, algures, num enxerto de taberna em casa de pasto, onde me refugio, às vezes, a escrever e a escutar quem lá vai, gente doída e maltratada, que já nada remedeia e nada espera, náufragos da sociedade canibal –ouvi:
Num café da periferia, desta monstruosa grande Lisboa, dormitório de trabalhadores mal pagos, descaracterizados e ancilosados, algures, num enxerto de taberna em casa de pasto, onde me refugio, às vezes, a escrever e a escutar quem lá vai, gente doída e maltratada, que já nada remedeia e nada espera, náufragos da sociedade canibal –ouvi:
“-Um homem não chora.”
E logo, veemente, a
resposta de um pobre solitário, encostado ao balcão e a remexer o cálice de
aguardente:
“-Um homem só chora por
amor!”
Andava, por ali, Camilo.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
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