quinta-feira, 1 de março de 2012

Aqui, connosco!

Morreu Lucio Dalla

Lucio Dalla (Bologna,1943-Montreux,2012)


http://www3.lastampa.it/spettacoli/sezioni/articolo/lstp/444658/

http://www3.lastampa.it/spettacoli/sezioni/articolo/lstp/444664/

Ciao, Lucio!

Lembrando um Mestre

João Gaspar Simões (1903-1987)


Hoje  vou à tarde ao Círculo Eça de Queiroz conversar acerca de João Gaspar Simões.


O grande escritor, silenciado, enterrado, esquecido, o maior, o mais completo e complexo crítico literário português, e romancista, e dramaturgo, e autor de duas biografias fundamentais e inultrapassadas, as de Eça e de Pessoa, esteve, também, na origem de um movimento cultural que abriu as nossas janelas para a Arte moderna: “presença” (1927-1940).

Não só a “presença” recuperou os homens do “Orpheu” (1915) como nos trouxe Dostoievski, Gide, Proust, Tolstoi...

Certo que, em 1890, Maria Amália Vaz de Carvalho escrevera sobre “Crime e Castigo”, de Dostoievski...

Mas dir-se-ia que se ficámos por aí.

Foi nas páginas de “presença” que João Gaspar Simões publicou, logo no nº6, Julho de 1927, o artigo “Depois de Dostoievski”.

Gaspar Simões pensava no problema do romance português, há muito a gastar-se em “prosa”: bem embrulhado e com nada dentro.

À parte Camilo, Júlio Dinis, Eça..., pois claro!

E escrevia:

Em Dostoievski tudo é vivo. A sua verdadeira contribuição ao renascimento do romance foi, exactamente, uma contribuição vital, biológica. (...) Para que o romancista realize, por conseguinte, uma verdadeira obra viva é necessário que persiga elementos humanos tanto dentro como fora de si, elementos desses que se cativam mais com o espírito do que com a matéria, mais com o fundo do que com a forma.”

Hoje, quando o nosso romance reentra em crise e se voltou a formas de gongorismo, a parlapatar ou a despejar, mal disfarçadamente, o que se pilhou noutros, essas palavras de João Gaspar Simões sabem a sábio. 

Na hora da morte-III

A Livraria Portugal, jóia do Chiado lisboeta, encerrou, ontem, as portas -mais um pedaço grande de Cultura atirado para a cova,,,

Manhã


"Miradouro", 1934, óleo de Pierre Bonnard (1867-1947)

Um dia, outro dia...