sábado, 2 de abril de 2011

Abandonados e indefesos

'Golconda', 1953, de René Magritte (1898-1967)


O que se passa em Portugal, passa-se em muitos outros lugares.

Em demasiados lugares.

O que nos leva a arrepelar-nos e a dizer que é “só aqui”, a acusar, porque “lá fora é de outra maneira”, “lá é melhor”, decorre do nosso isolamento secular.

Também, do nosso atraso cultural: contamos cerca de 60% de analfabetos.

Também, da mediocridade da nossa comunicação social, que não educa nem esclarece ninguém e aprofunda ainda mais a incultura geral.

(ontem, ‘surfei’ nas TVs nacionais -na RTP e nas outras- à hora morta..., morta de facto, inqualificável, com apresentadores irresponsáveis, que me pareceram conscientes do crime que cometiam, a ‘venderem produtos’ miseráveis, analfabetizadores, alienadores... vergonhosos... e isso ajuda muitíssimo a solidificar-se a ignorância geral... e a isso soma-se o desconhecimento da língua portuguesa que ostentam os relatores e comentadores das transmissões futebolísticas)

Jean-Daniel, director do le nouvel Observateur, comenta esta semana [poderás ler o seu blog no link: www.nouvelobs.com], as eleições cantonais que se realizaram, em França, nos dois últimos domingos, e lastima: “um francês, em cada dois, não esperava nada das eleições nem do Estado”.

Que é como quem diz: um em cada dois franceses descrê da utilidade de eleger seja quem for e dos que estão à frente do Estado.

Por cá... só 23% entenderam que valia a pena eleger um PR.

Por cá, o desencanto talvez seja de 2 em cada 3 portugueses.

É o terrível divórcio, entre os cidadãos e os políticos.

Acontece aqui, como acontece ali.

Assistimos a uma discussão que se situa noutro mundo, que não é nossa: discutem, lá longe,no mundo da política, que anda de braço dado com o da banca.

Da política que vive no círculo fechado... dos políticos.

Nós estamos fora: a ver.

E assustados.

Porque, no fim e ao cabo, somos nós quem paga e é dos nossos bolsos que sai o dinheiro.

E andamos angustidos stressados: lá no mundo deles, dos políticos e da banca, andam a decidir a nossa vida.

Vem aí o FMI? Vão aumentar os impostos? Vão-nos cortar nos salários? Vão-nos tirar os 14 meses anuais? Vão cortar ma participação nos remédios e saúde em geral?

Vai aumentar o desemprego?

Só nos resta emigrar, fugir daqui?

E a comunicação social, os politólogos e os políticos dedicam-se a aterrorizarem-nos ainda mais.

Somos zombies, homens e mulheres solitárias, indefesos –sentimo-nos indefesos e à mercê de desconhecidos.

A Irlanda -é um exemplo significativo a não perder de vista-, durante dois anos, vai pagar, à Banca, mais de 40% do seu PIB.

Porquê á Banca, se foi ela quem arranjou a crise que nos sufoca?

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Especuladores & Chantagistas, Sociedades Anónimas de Responsabilidade Ilimitada

O que se está a passar e as avaliações das agências: um tema para Raymond Chandler



"Fitch corta rating de Portugal em três níveis, a um passo de “lixo”


Depois da Standard & Poor’s e da Moody’s, a Fitch reduziu o rating de Portugal de A- para BBB-, ou seja, um corte de três níveis, que deixa a notação nacional a apenas um passo de ser considerada junk (“lixo”)."


in Público de hoje

Andy Warhol de novo em Nova-Iorque

Andy Warhol, pintor, fotógrafo, cineasta, ícone cultural de Nova-Iorque e símbolo da Pop Arte, volta ao seu bairro preferido, graças à escultura de Rob Pruitt, instalada na Union Square, a pouca distância do prédio em que, de 1968 a 1984, brilhava The Factory, onde Warhol apresentou a maior parte da sua obra.

Estão tramados!

Protesto de um peixe das Canárias, consciente do tsunami que vem aí


"Descobertas 20 novas espécies marinhas, nas Canárias".


in El País de hoje

Coelho obedece a Belém e dá o litro pela coligação



"PSD disposto a apoiar Governo num eventual pedido de ajuda externa


Passos Coelho, presidente do PSD, espera que não haja necessidade de recorrer à ajuda externa, mas se for necessária “o Governo tem legitimidade para a pedir” e o “PSD apoiará essa decisão”.


in Público de hoje

Japão: um Buda entre ruínas


Aldrabice: a mais segura das novas oportunidades

in Público, dia 1 de Abril de 2011