sexta-feira, 2 de julho de 2010

O mínimo era mandarem-no para o olho da rua!

...da profunda Sicília, "il padrino" comenta...

«Cumprimos o objectivo mínimo» - Madaíl

in A Bola

Esta parelha!...

Dispensa comentários: têm os dentes de fora e não largam o pilim...

E a bela holandesa?...

...a ver às 15:00...

É um modo de vida bem pago e largar é que não larga...

Queirós incomodado pelo mau cheiro do que fez?...


Obviamente não se demite

por Manuel António Pina

Esperar-se-ia que, depois de meses de bazófia e de Hino Nacional em vuvuzelas, o regresso da nação valente e imortal de futebol a casa só com uma vitória em quatro jogos pudesse ser um momento, se não de modéstia, ao menos de lucidez. Não foi.
Para Carlos Queiroz, de quem "El Mundo", depois do Espanha-Portugal, disse ter "mais medo que vergonha", tudo correu virtualmente sobre rodas e, apesar das queixas e acusações de jogadores, "a equipa está unida" e "dignificou e prestigiou" (podia ter só "dignificado", mas também "prestigiou") o futebol português.
Acerca das alegadas lesões de Nani e Deco e do facto de o substituído Hugo Almeida desmentir que se sentisse cansado, foi igualmente claro: "Quando um seleccionador diz que um jogador está lesionado, está lesionado!" e: "Quando eu digo que um jogador está cansado, está cansado!".
Quanto ao resto, a culpa foi da crise, isto é, da arbitragem e, contrariamente ao que dizem os bota-abaixistas do costume, "temos um futuro à nossa frente". Só lhe faltou, face à incompreensão de que é vítima, suspirar: "Muitas vezes sinto-me sozinho a puxar pelo país".

transcrito, com a devida vénia do Jornal de Notícias de hoje

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Velázquez estava escondido no sótão...

'A educação da Virgem', óleo de Velázquez (1599-1660), descoberto no sótão da Universidade de Yale

Esta bela paraguaia talvez não sofra o que nós sofremos com as besteiras do Queirós...

Sempre do lado do mais fraco... e das raparigas bonitas...

Os amigos verdadeiros que estão a nosso lado

...Biblioteca do Convento de Mafra: eles esperam por nós, sempre prontos a darem-se...



Quando vou à estante buacar um livro de Camilo, reato uma conversa antiga. Ei-lo de volta, o amigo! O confidente, o conselheiro –aquele que tudo compreende!

Era Gustave Flaubert quem dizia, a Louise Colet, também ela escritora, para além de amante (e, vale a pena assinalar, a dias de se separar dela...):
O livro [que escrevas] cria-te uma família eterna na humanidade. Todos aqueles que viverem o teu pensamento, serão crianças sentadas à tua mesa. –Que reconhecimento eu sinto por esses pobres velhos corajosos de que nos alimentamos, gulosamente, e com os quais sonhamos como se fossem amigos mortos!

in Correspondance, Tomo II, p. 541, Pléiade