terça-feira, 9 de março de 2010

Excepcionalmente... uma pérola da National Gallery...

'Tobias e o Anjo', óleo do atelier de Andrea del Verrocchio (1435-1488) em que se pode ver -diz quem sabe- o 'dedo' de Leonardo, especialmente na figura do cão que acompanha Tobias e o Anjo...

segunda-feira, 8 de março de 2010

Não excepcionalmente: alegre a apaixonadamente!

'Vénus', óleo de Sandro Botticelli (1445-1510)


HOJE. O DIA DA MULHER

Excepcionalmente... para Milhita, que gostou de Victor Pasmore, um Pasmore diferente (?)...





'Os jardins de Hammersmith, 1949', sempre na Tate Britain, obra que seleccionei para a amiga do blog Memórias de uma menina bem comportada, em homenagem à sua sensibilidade especial...

Excepcionalmente... Francis Bacon...

...'Estudo para um retrato de Van Gogh, 1957', óleo de Francis Bacon (1909-1992)

...sempre na fabulosa Tate Britain, em Londres...

domingo, 7 de março de 2010

Outra preciosidade...

'Abstract', de Victor Pasmore (1908-1998)



Este belo trabalho de Victor Pasmore também o descobri na Tate Britain e também quero partilhá-lo...

A lição de um grande escritor

Thomas Hardy (1840-1928)



A procura da perfeição


A biografia é uma arte e um modo do biógrafo interpretar o autor tratado. Gaspar Simões dizia-o –ele, exemplar biógrafo de Eça e Pessoa- e refere-o Campos Matos no interessante trabalho sobre o autor d' Os Maias (Eça de Queiroz, uma Biografia, Edições Afrontamento).

Claire Tomalin numa das biografias que escreveu (Tomalin é excelente especialista na matéria), Thomas Hardy, The Time-Torn Man (Penguin Books), confirmou-me a ideia de JGS: a figura de Hardy surge-nos recuperada da morte, em três dimensões: é um homem, uma figura apaixonante, tal qual os seus heróis e as suas heroínas –as suas personagens, prolongamentos de alma e do entendimento profundo que teve da vida.

O grande romancista, com certeza um dos maiores de sempre, tocou dois séculos: nasceu em 1840 e morreu, lúcido, sempre a “escurecer papel”, em 1928. Deixou obra vasta de prosa e poesia. Amou intensamente, interiorizou e expressou, superiormente, a paixão humana: o correr dos dias, a meio da natureza fascinante e da fragilidade e necessidade dos sentimentos. Cheguei aos romances do sublime criador de Tess of the d’Urbervilles há pouco tempo, sete anos, depois da convivência com outros Mestres, e impressionou-me a extraordinária actualidade que poderá (aparentemente) faltar aos ingleses George Elliot, Jane Austen, Dickens. Talvez as paixões (amor e ódio) sejam intemporais e assim nos apareçam, quando perfeitamente expressas.

Tomalin cita uma frase-chave de Hardy: “Não há dia em que não escreva. Pegar na caneta basta-me e não sei pensar de outro modo. É necessário não esperar a forma perfeita ou ela demorará sempre mais a aparecer.” Ou seja: o escritor não passa de um artesão que sacrifica, dia a dia, aos seu mester.

publicado na Página de Cultura do Jonal de Notícias de hoje

sábado, 6 de março de 2010

Excepcionalmente... a força e o encanto de um admirável pintor...

'Harvest home, sunset", óleo de John Linnell (1792-1882)

...Esta maravilha descobri-a, hoje, na Tate Britain e quis partilhá-la...