"Veleiro no mar", óleo de Arkip Kuinji (Mariupol, Ucrânia, 1842- São Petersburgo, Rússia, 1910)
sábado, 3 de maio de 2014
sexta-feira, 2 de maio de 2014
O abismo e o Infinito
Infinito
Isaac Bashevis Singer
Talvez por retomar a
leitura de Isaac Bashevis Singer, escritor que me deslumbrou nos anos 80,
quando ainda vivia em Itália, e continua a deslumbrar-me e apaixonar e me repõe
as questões essenciais do viver connosco, com os outros, com a vida e a morte, vo-lo
trago, de novo.
Certamente por
atravessarmos um tempo cinzento, um tempo dramático, a que chamam crise e, mais tremendo do que isso, se
diria, antes, cataclismo, fractura, desregulamento,
eclipse ética, abismo ou,
simplesmente, túnel sem luz nem saída -aqui
volto a citar Singer cujo oficio talvez tenha sido a busca de resposta à sua perplexidade.
De Conversations
with Isaac Bashevis Singer (Doubleday and Company, Inc., New York, 1978) transcrevo:
“Richard Burgin- Em que acredita?
Isaac
Bashevis Singer- Acredito numa espécie de vida após a morte. No entanto, como
não há prova disso, não posso garantir às pessoas que seja verdade. Procuro [nos
livros] que aquele que crê diga “Eis a
imortalidade” e que o que não crê pense ser, apenas, imaginação do escritor.
Assim procedi em todas as minhas histórias onde aparece o sobrenatural.
Podemos, sempre, encontrar-lhes uma explicação subjectiva e uma explicação
objectiva.
B.-
No entanto, fecha o episódio de Clara [in O Domínio] afirmando: “Ela é um fragmento da eternidade”.
S.-
Com certeza. Essa questão não se põe. Todos nós somos fragmentos da eternidade.
B.-
Em que sentido?
S.-
Fazemos parte do universo e o universo é certamente eterno. Mesmo que não acreditemos
em milagres, apesar de tudo, somos fragmentos da eternidade.”
*****
Não creio que este
breve pedaço da conversa Singer-Burgin resolva a nossa angústia ou acalme o nosso desespero e
revolta; mas que tem que ver com isso… tem. Ou não?
quinta-feira, 1 de maio de 2014
1º de Maio de 2014: temos à nossa frente a luta pela Liberdade e a reconstrução de Portugal que um governo de má fé há três anos anda a destruir!
Um assunto a resolver
O povo unido no 1º de Maio de 1974
1º de Maio de 1974: a notícia do que não se pode perder
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