Edvard Munch passa a ser o pintor mais bem pago do mundo, em leilões, desta vez na Sotheby´s, Nova-Iorque
quinta-feira, 3 de maio de 2012
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Em lugar de honra: a denunciar a traficância
A epopeia portuguesa: nem armas nem barões... Assinalados, apenas, o medo da fome e da miséria...
Sem pingo de vergonha
Lá longe, na Holanda, Alexandre Soares dos Santos deve estar a rir-se. Ele sabe bem que, como diz um anúncio do seu Pingo Doce, nas "'promoções', baixa-se o preço de um lado e aumenta-se do outro e (...), quando se fazem as contas, gastou-se mais do que se poupou".
Sem pingo de vergonha
por Manuel António Pina
O 1.º de Maio, que se
comemora em todo o Mundo, evoca a luta dos trabalhadores de Chicago e a
repressão policial que, nesse dia e seguintes de 1886, provocou dezenas de
mortes entre os operários que reclamavam não mais de 8 horas de trabalho por
dia.
O patronato não gosta do
1.ºo de Maio, como não gosta de jornadas de trabalho de "apenas" 8
horas. E, como os tempos vão de feição, este ano, à semelhança de 2011, as
grandes superfícies, propriedade de alguns dos "Donos de Portugal",
romperam o compromisso de fechar nesse dia. Por isso os sindicatos convocaram
uma greve dos trabalhadores dessas lojas, em geral precários e miseravelmente
pagos.
O Pingo Doce não esteve
com meias medidas: para evitar que os seus empregados aderissem à greve,
anunciou para ontem (só ontem) uma "promoção" de 50% em compras de
mais de 100 euros, usando o desprezível processo de atirar consumidores contra
trabalhadores e humilhando estes com um dia de trabalho se possível ainda mais
penoso, no meio do caos generalizado, filas, discussões, agressões e incidentes
de toda a ordem.
Lá longe, na Holanda, Alexandre Soares dos Santos deve estar a rir-se. Ele sabe bem que, como diz um anúncio do seu Pingo Doce, nas "'promoções', baixa-se o preço de um lado e aumenta-se do outro e (...), quando se fazem as contas, gastou-se mais do que se poupou".
in Jornal de Notícias de
02/05/12
terça-feira, 1 de maio de 2012
Valeu a pena ler e é uma verdade transparente: o nosso governo há muito que é anacrónico
Urgente retomar o caminho que nos arranque a uma política suicida!
“A semana passada trouxe-nos fortes sinais de que a Europa está a mudar. Os europeus, dos vários Estados, perceberam, finalmente, que as políticas de austeridade, para agradar aos mercados usurários, não nos conduzem a nada de bom. Levam os Estados europeus e a Europa da zona euro à desagregação e à decadência. A chanceler Merkel sentiu, finalmente, que os seus parceiros europeus não só não querem obedecer-lhe - como sucede desde há cerca de três anos - e, pelo contrário, começam a conspirar contra a sua política, procurando reduzir a recessão, que paralisa a economia real, em favor da virtual, e aumenta, por forma socialmente inaceitável, o desemprego.
Já não são só a Grécia, a Irlanda e Portugal as vítimas dos mercados e das perigosas agências de avaliação. Também o são países grandes como a Espanha e a Itália, e outros pequenos mas ricos, como a Holanda, cujo Governo caiu, e a Roménia, cujo Governo foi deposto e substituído por um novo primeiro-ministro socialista. E outros, que começam a estar em dificuldades, como a Eslováquia, a Eslovénia, a República Checa e a própria Finlândia. Com um panorama tão sombrio e num tal contexto, a chanceler Merkel, com problemas internos que se estão a agravar e uma Oposição a crescer - tanto a Social Democracia como os Verdes - parece óbvio que vai ter de mudar de política: em vez da austeridade usurária, que até agora considerou bem-vinda nos outros Estados - não na Alemanha - terá de aceitar a luta contra a recessão e, igualmente, contra o desemprego.”
“A semana passada trouxe-nos fortes sinais de que a Europa está a mudar. Os europeus, dos vários Estados, perceberam, finalmente, que as políticas de austeridade, para agradar aos mercados usurários, não nos conduzem a nada de bom. Levam os Estados europeus e a Europa da zona euro à desagregação e à decadência. A chanceler Merkel sentiu, finalmente, que os seus parceiros europeus não só não querem obedecer-lhe - como sucede desde há cerca de três anos - e, pelo contrário, começam a conspirar contra a sua política, procurando reduzir a recessão, que paralisa a economia real, em favor da virtual, e aumenta, por forma socialmente inaceitável, o desemprego.
Já não são só a Grécia, a Irlanda e Portugal as vítimas dos mercados e das perigosas agências de avaliação. Também o são países grandes como a Espanha e a Itália, e outros pequenos mas ricos, como a Holanda, cujo Governo caiu, e a Roménia, cujo Governo foi deposto e substituído por um novo primeiro-ministro socialista. E outros, que começam a estar em dificuldades, como a Eslováquia, a Eslovénia, a República Checa e a própria Finlândia. Com um panorama tão sombrio e num tal contexto, a chanceler Merkel, com problemas internos que se estão a agravar e uma Oposição a crescer - tanto a Social Democracia como os Verdes - parece óbvio que vai ter de mudar de política: em vez da austeridade usurária, que até agora considerou bem-vinda nos outros Estados - não na Alemanha - terá de aceitar a luta contra a recessão e, igualmente, contra o desemprego.”
Mário Soares in "A Europa está a mudar", no Diário de Notícias de hoje
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