segunda-feira, 19 de março de 2012

O nazo-racismo de volta



Árabes, judeus, negros ou mestiços... é sempre o Outro, o "diferente" que é odiado...

Lê:

Os amigos sinceros




Continuando a reler Moi Je, o primeiro volume dos ensaios autobiográficos de Claude Roy, deparei com a evocação duma sua amiga, Adrienne Monnier, alfarrabista (e escritora) na Rue de l’Odéon, em plena Rive Gauche parisiense. E saltaram-me aos olhos estas palavras, dir-se-iam destinadas às duas jovens mulheres que criaram a já tantas vezes aqui citada Livraria Lumière, da Travessa da Cedofeita, no Porto:
Gostaria de fazer o elogio dos livreiros que escolheram esse ofício não apenas por necessidade de ganhar a vida mas, também, por paixão pelos bons livros e a alegria de levar os visitantes a amá-los, pois que os visitantes são, ao mesmo tempo, seus amigos e seus clientes.”
E Claude Roy acrescenta:
Adrienne Monnier dizia: “Ser livreiro é, antes de mais, um comércio”. Mas dizia, ainda, que encontrara, em La Ville, de Claudel, a melhor definição daquele que era o seu comércio [não traduzo, por receio de vulgarizar os versos de Paul Claudel]:
“Comme l’or est le signe de la marchandise, la marchandise aussi est un signe/ Du besoin qui l’appelle, de l’effort qui la crée/ Et ce que tu nomes échange, je le nomme communion.”
Comunhão=Amizade... Um grande passo em frente, na estrada da vida.

Olhar o outro


O que possui as riquezas deste mundo e vê o seu irmão na necessidade e lhe fecha as entranhas, onde está nele o amor de Deus?”
1ª Epístola de São João, III, 17

domingo, 18 de março de 2012

O acaso e a necessidade



Uma crise económica atira qualquer indivíduo para as fileiras de um partido que pregue a ordem ou para as fileiras de um partido que pregue a revolução ou para os braços de um ditador.”

Claude Roy, in Moi Je, Essai d’Autobiographie, Gallimard, 1969

COZINHA DOS VURDÓNS: SOPA DE LENTILHAS VERMELHAS

COZINHA DOS VURDÓNS: SOPA DE LENTILHAS VERMELHAS: As lentilhas vermelhas não são muito comuns aqui no Brasil e em sua grande maioria vem do Líbano em pacotes/secas. São lindas e no fundo p...

O que diz Cavaco... reincidente do disparate...

in Público de hoje

Os justos ou a vida interior

Pormenor de uma obra de Andrea Mantegna (1431-1506): o caminho...


“Um santo não vive do rendimento dos seus rendimentos, nem apenas dos seus rendimentos, vive do seu capital, arrisca totalmente a sua alma. (...) a vida interior contra a qual conspira a nossa civilização inumana na actividade delirante, na furiosa necessidade de distração e na abominável dissipação de energias espirituais degradadas, estrada por onde se perde a substância da humanidade.”

Georges Bernanos, in La liberté pour quoi faire, Gallimard, 1953