Umberto Saba
Descobri Umberto Saba (Trieste, 1883 -Gorizia, 1957) em 1976. Ou melhor: Aldo
Zari apontou-mo, na banca de uma livraria barata de Veneza. A partir daí e até
hoje, nunca mais o larguei: é um poeta genial, é um grande amigo. Foi difícil
apanhá-lo: a poesia é muito difícil de abrir, quando se nos apresenta em língua
não dominada e eu dava os primeiros passos de convivência com o italiano.
No ano seguinte, 1977, comprei um livrinho (Il Canzoniere, Scelta
e Anotazione di Folco Portinari, Giulio Einaudi Editore) destinado a
estudantes. E em estudante me tornei nos anos seguintes, sempre com o livrinho
no bolso, em frequentes viagens a Veneza. Passados cinco anos ou sete anos,
dispensei o livro e o fabuloso Il Canzoniere passou a ser a minha bíblia.
Hoje, muito cedo, fui às estantes e retomei uma obra de muito
interesse: Il cerchio imperfetto, que apresenta Umberto Saba e Vittorio Sereni
preparou, (Archinto, 2010).
Nas últimas páginas e, certamente, muito perto da morte, Saba,
entrevistado por Sereni, disse:
“Bem gostaria, agora que sou velho, retratar com simplicíssima
inocência o mundo maravilhoso.”
E, até ao fim, a obra de Saba cumpriu: recriou esse mundo
maravilhoso que o poeta viveu e recriou.

Fiquei curiosa com a sua admiração por U.Saba
ResponderEliminare descobri no Y.Tube muita informação sobre
este personagem para mim desconhecido.
Fiquei um pouco mais rica. Aproveito também
para agradecer a sua simpatia.Boa noite.
decerto um apaixonado por Trieste que o