quinta-feira, 8 de junho de 2017

O escritor proibido é um escritor precioso




A obra de João Gaspar Simões está fechada à chave –é proibido mexer-lhe.

Tudo começou quando Gaspar Simões morreu e a sua morte foi um alívio para os literatos em curso: ele já não podia criticar os livros medíocres cujos autores sonhavam o Nobel -e um deles teve-o…-.

Passaram os anos e os que vieram depois deram com a definição dos ainda vivos -“Simões não vale nada!”- e deram com a inexistência de livros seus (afinal esgotados ou seja comprados e lidos pelos que o respeitavam e admiravam).

Isso é um disparate e prejudica a Cultura portuguesa.

A título de curiosidade, aqui vos cito um dos seus últimos e precioso livro: “Retratos dos Poetas Que Conheci”, Brasília Editora, 1974.


Refere magistralmente João Gaspar Simões os seguintes escritores: Afonso Lopes Vieira; Afonso Duarte; Fernando Pessoa; José de Almada Negreiros; Luís de Montalvor; Raul Leal; António Botto; Mário Saa; António Ferro; Carlos Queirós; Francisco Bugalho; Alexandre d’Aragão; Edmundo de Bettencourt; Irene Lisboa. Ao ler o livro essa gente reaparece-nos viva.




2 comentários:

  1. Manuel, este livro é mesmo muito bom!
    Li-o não faz muito tempo.É do género de livro que nos sentamos a ler e não damos conta do tempo passar; de tão entregue que ficamos!
    Recomendo vivamente.
    Um abraço apertado.:)

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  2. Cláudia, fico muito contente. Penso como a Cláudia: "é mesmo muito bom" e muito importante. Mas que quer? Um bando de tontinhos "proibiu" a leitura od JGS.

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