A obra de João Gaspar Simões está fechada à chave –é proibido
mexer-lhe.
Tudo começou quando Gaspar Simões morreu e a sua morte foi um
alívio para os literatos em curso: ele já não podia criticar os livros
medíocres cujos autores sonhavam o Nobel -e um deles teve-o…-.
Passaram os anos e os que vieram depois deram com a definição
dos ainda vivos -“Simões não vale nada!”- e deram com a inexistência de livros
seus (afinal esgotados ou seja comprados e lidos pelos que o respeitavam e
admiravam).
Isso é um disparate e prejudica a Cultura portuguesa.
A título de curiosidade, aqui vos cito um dos seus últimos e
precioso livro: “Retratos dos Poetas Que Conheci”, Brasília Editora, 1974.
Refere magistralmente João Gaspar Simões os seguintes
escritores: Afonso Lopes Vieira; Afonso Duarte; Fernando Pessoa; José de Almada
Negreiros; Luís de Montalvor; Raul Leal; António Botto; Mário Saa; António
Ferro; Carlos Queirós; Francisco Bugalho; Alexandre d’Aragão; Edmundo de
Bettencourt; Irene Lisboa. Ao ler o livro essa gente reaparece-nos viva.


Manuel, este livro é mesmo muito bom!
ResponderEliminarLi-o não faz muito tempo.É do género de livro que nos sentamos a ler e não damos conta do tempo passar; de tão entregue que ficamos!
Recomendo vivamente.
Um abraço apertado.:)
Cláudia, fico muito contente. Penso como a Cláudia: "é mesmo muito bom" e muito importante. Mas que quer? Um bando de tontinhos "proibiu" a leitura od JGS.
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