de Alberto Carneiro
Faleceu, ontem pela manhã,
Alberto Carneiro. Um amigo, um homem generoso, um criador.
Convivemos um mês, em 1976,
na Bienal de Veneza.
Sempre presente
em mim, sempre por mim admirado e respeitado, nunca mais nos vimos.
Desde
essa primeira presença de Portugal, na Bienal de Veneza.
O
primeiro artista português -creio- na Bienal de Veneza.
Trabalhámos
juntos, num mês de muito calor -Junho-, a erguer a belíssima obra que Alberto
Carneiro trouxera.
Colaboraram
Aldo Zari, o nosso “guarda”, e uma jovem veneziana, Mirella Canzian, que vinha
espreitar o trabalho, animar-nos, conversar connosco, rir connosco.
Hoje,
restamos dois: a Mirella e eu.
Da
dor que sinto é quanto posso dizer: tudo o mais seria pó, treta, palavras ocas.

Sem comentários:
Enviar um comentário