domingo, 16 de abril de 2017

E o tempo passa, leva consigo a nossa alegria de viver...

de Alberto Carneiro


Faleceu, ontem pela manhã, Alberto Carneiro. Um amigo, um homem generoso, um criador.

Convivemos um mês, em 1976, na Bienal de Veneza.

Sempre presente em mim, sempre por mim admirado e respeitado, nunca mais nos vimos.

Desde essa primeira presença de Portugal, na Bienal de Veneza.

O primeiro artista português -creio- na Bienal de Veneza.

Trabalhámos juntos, num mês de muito calor -Junho-, a erguer a belíssima obra que Alberto Carneiro trouxera.

Colaboraram Aldo Zari, o nosso “guarda”, e uma jovem veneziana, Mirella Canzian, que vinha espreitar o trabalho, animar-nos, conversar connosco, rir connosco.

Hoje, restamos dois: a Mirella e eu.

Da dor que sinto é quanto posso dizer: tudo o mais seria pó, treta, palavras ocas.


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