André Gide (1869-1951)
André Gide é um escritor que descobri sozinho, há tantos
anos: nos idos de 50. Dei com ele na papelaria do Sr. Casimiro, na Guarda; em um
livrinho francês da famosa edição “Le Livre de Poche”. Michèlle Morgan
iluminava a capa e talvez a fabulosa beleza da actriz me impressionasse.
A obra intitulava-se “La Symphonie Pastorale”.
Daí em diante, Gide acompanhou-me e é, ainda hoje, autor de
cabeceira.
Escolhi, para vocês, meus amigos, estas linhas que leio e
releio e sempre muito me dizem:
“Tu que virás quando eu
já não ouvir a música da terra e os meus lábios já não poderem beijá-la -tu que,
mais tarde, talvez me leias- é para ti que escrevo estas páginas. Talvez tu não
te surpreendas o bastante por estares vivo; não admires
como deverias o milagre que é a tua vida.”
Estas linhas abrem “Les
Nouvelles Nourritures” (1935); a fechar “Les Nourritures Terrestre” (1897), escreve
Gide:
“Prende-te, apenas, àquilo
que sintas estar em ti e não noutro, cria em ti, impacientemente e
pacientemente, o mais insubstituível dos seres.”

A minha edição de La Symphonie Pastorale é de
ResponderEliminar1963. Les Nourritures Terrestres de 1967.
Também este último foi um dos meus livros de
cabeceira, e ao pegar nele agora, descobri
várias marcas a lápis que sublinhavam o que
eu gostava. Ainda hoje gostei, tantos anos
passados. Foi bom recordar, e voltar a pegar
nestes livros, que há tanto tempo não saiam
da estante. Agradeço-lhe.
Maria Franco, não se canse do reler: é riquíssima a obra de Gide. Há um livro (s) precioso: "Journal" (1887-1950). Feliz Carnaval!
ResponderEliminarQue maravilha! A reter, sem dúvida.
ResponderEliminarMuito obrigada pela partilha.
Bom Domingo!
Presépio no Canal: fico muito contente. Um abraço.
ResponderEliminarSegui o seu conselho e já encomendei o "Journal".É uma edição Folio. É o género de
ResponderEliminarliteratura que aprecio muito, e vou gostar de
certeza. Grata pela sugestão.