segunda-feira, 26 de maio de 2014

Uma vitória insossa que leva dentro uma bomba relógio


O PS precisa urgentemente de um tratamento contra a anemia

António Costa -em termos brandos…- diz uma verdade que representa um mau sinal para as próximas eleições de 2015, as legislativas; António Costa:

o PS teve uma vitória que sabe a pouco”.

E por que vejo a frase de António Costa branda?

Porque, aos meus olhos, parece uma vitória que sabe a pouquíssimo.

O facto de sofrer a direita um vexame não explica os tímidos 31, 45 % do PS;
nem que, segundo dizem, o PS seja o PS europeu com melhor resultado -a ser assim, significaria que, Europa fora, os PSs não estão ao nível do nome que usam.

A derrota da direita era esperada: o povo está farto de aturar o governo, está, como costuma dizer-se, “pelos cabelos”.

Mas o PS, tal qual António José Seguro o tem apresentado, não convence o povo.

Abstenção?

Quantas centenas de milhares de eleitores não saíram de Portugal, nos últimos três anos?

Quem está cá dentro é que conta.

Descrédito da EU?

Existe -e por toda a Europa.

Mas o povo não viu no PS o partido suficientemente hábil para ajudar a resolver um problema muito grave: o futuro da EU.

Escrevo a quente?

Limito-me a repetir aquilo que escrevi há dias: diante de uma vitória do PS, morna, mole, insossa -urge chamar à pedra quem está à frente dele.

E urgentemente.

O PS precisa URGENTEMENTE de sangue novo: anda anémico e incapaz de convencer os portugueses.

A pedra a que Seguro -o mais inseguro dos secretários-gerais que o PS teve até hoje- o lugar a que Seguro deve ser chamado é um Congresso, e já porque um ano passa muito depressa e “Roma e Pavia não se fizeram num dia”.

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