O PS precisa urgentemente de um tratamento contra a anemia
António Costa -em
termos brandos…- diz uma verdade que representa um mau sinal para as próximas
eleições de 2015, as legislativas; António Costa:
“o PS teve uma vitória que
sabe a pouco”.
E por que vejo a frase
de António Costa branda?
Porque, aos meus olhos, parece uma vitória que sabe a
pouquíssimo.
O facto de sofrer a
direita um vexame não explica os tímidos 31, 45 % do PS;
nem que, segundo dizem,
o PS seja o PS europeu com melhor resultado -a ser assim, significaria que,
Europa fora, os PSs não estão ao nível do nome que usam.
A derrota da direita
era esperada: o povo está farto de aturar o governo, está, como costuma
dizer-se, “pelos cabelos”.
Mas o PS, tal qual
António José Seguro o tem apresentado, não convence o povo.
Abstenção?
Quantas centenas de
milhares de eleitores não saíram de Portugal, nos últimos três anos?
Quem está cá dentro é
que conta.
Descrédito da EU?
Existe -e por toda a
Europa.
Mas o povo não viu no
PS o partido suficientemente hábil para ajudar a resolver um problema muito
grave: o futuro da EU.
Escrevo a quente?
Limito-me a repetir
aquilo que escrevi há dias: diante de uma vitória do PS, morna, mole, insossa -urge chamar à pedra quem está à frente dele.
E urgentemente.
O PS precisa
URGENTEMENTE de sangue novo: anda anémico e incapaz de convencer os
portugueses.
A pedra a que Seguro -o mais inseguro dos secretários-gerais que o PS
teve até hoje- o lugar a que Seguro deve ser chamado é um Congresso, e já porque
um ano passa muito depressa e “Roma e
Pavia não se fizeram num dia”.

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