“As
cores brilhantes, suaves ou agressivas… Na vertical e na horizontal. O
contraste das outras, pesadas, densas, escuras… Cores em carne viva. Hesitam,
não sugerem uma forma, imprecisas, susceptíveis de mais de uma interpretação.
Ou, se quiser, em movimento… Há uma espécie de dança discreta. Silenciosa. O
movimento e a música que acompanha, discretamente o quadro, não a ouve? Somos
nós que criamos a música e o movimento, é em nós que eles acontecem. É uma
qualidade extraordinária num artista, fazer-nos animar os sinais que põe nas
obras e emocionar-nos com eles. Um milagre organizarem-se e encontrarem sentido
na nossa emoção. Transformarem-nos em criadores…”
no meu romance Sombras em Telavive, Editorial Teorema,
2001
“Como
a pintura é criada subjectivamente, aquilo que se expressa é sua natureza, não
é a natureza da natureza.”
Zvi Mairovich, citado por Gideon Ofrat in One Hundred Years of Art in Israel, Westview Press, Oxford, 1998

Gostei muito de "Sombras em Telavive"!
ResponderEliminarNão conhecia o pintor, mas recordo-me de já ter tido oportunidade de ver aqui outras obras de que gostei.
Aqui aprendo sempre!
Um beijinho e boa semana :)
A tela é lindíssima e o seu texto que já li é sublime então nesta associação...
ResponderEliminarBeijinho.:))
Isabel, sabe que eu escrevi esta página depois de visitar uma retrospectiva de Zvi Mairovich, no Museu de Tel Aviv?
ResponderEliminarUm beijo e... boa segunda metade de semana!
Ana, se leu 'Sombras em Telavive', conviveu com pessoas reais: todas as personagens existem (ou existiram) e a Shiri deu origem a eu vir a ser padrinho da filha de uma grande amiga minha q quem dei esse nome... Um beijo grande.
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